<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309</id><updated>2012-01-31T08:53:17.516-08:00</updated><title type='text'>instantes literários</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-7782015981301502217</id><published>2012-01-31T08:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T08:53:17.523-08:00</updated><title type='text'>O inesperado de Cortázar</title><content type='html'>Conheci a obra de Julio Cortázar há mais de dez anos. Tinha lá meus 20 e poucos quando li &lt;strong&gt;Histórias de Cronópios e Famas&lt;/strong&gt; e suspirei com o conto sobre o relógio ... "pense nisto: quando dão a você de presente um relógio, estão dando um pequeno inferno enfeitado, uma corrente de rosas, um calabouço de ar". A partir daí, não parei mais. Ele entrou para minha lista dos escritores que sabem (e como sabe!) usar as palavras perfeitas para contar qualquer coisa. E qualquer coisa (a partir das palavras perfeitas) fica interessante. Depois li &lt;strong&gt;Diaro de Andrés Fava, Todos os Fogos o Fogo, O Jogo da Amarelinha.&lt;/strong&gt; Mas o melhor ainda estava por vir. Estou terminando &lt;strong&gt;Papéis Inesperados&lt;/strong&gt;, uma coletânea de achados incríveis do escritor argentino. Há contos, crônicas, poemas, discursos e textos tão pessoais que me fazem entender mais a literatura de Cortázar, sua história e a própria América Latina de quando eu era criança. O livro foi publicado há uns dois anos pela Editora Civilização Brasileira. Comprei assim que soube do lançamento e estou chegando ao final agora das mais de 450 páginas. Todos os textos foram encontrados numa gaveta por sua herdeira Aurora Bernárdez, em Paris, na residência em que escreveu o Jogo da Amarelinha. Textos já publicados e muita coisa inédita, inesperada, incrível. Uma obra póstuma que vale cada página. Papéis Inesperados é leitura obrigatória para quem coleciona Cortázar na mente. É leitura recomendável também para quem nunca leu nada do escritor. Na certa, esse primeiro leitor vai -- a partir desta obra -- procurar mais Julio Cortázar nas livrarias. (&lt;strong&gt;Daniela Diniz) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-7782015981301502217?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/7782015981301502217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2012/01/o-inesperado-de-cortazar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7782015981301502217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7782015981301502217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2012/01/o-inesperado-de-cortazar.html' title='O inesperado de Cortázar'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-3357157239444604861</id><published>2011-07-24T20:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T22:06:30.758-07:00</updated><title type='text'>O sofrimento de ter sofrido muito</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-w7ELi8UrmqQ/Tiz3dp7xIuI/AAAAAAAAAJI/i2FZTBAjG1Q/s1600/nannette.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633149322778452706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-w7ELi8UrmqQ/Tiz3dp7xIuI/AAAAAAAAAJI/i2FZTBAjG1Q/s400/nannette.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;Normalmente condeno aspas como lead de matérias jornalísticas. Em sua maioria, são artifício de preguiçosos. Mas provavelmente não haveria outra opção para a reportagem "&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,memorias-de-adolescencia,749200,0.htm"&gt;Memórias da Adolescência&lt;/a&gt;", das jornalistas Mônica Manir e Carol Pires do Aliás do Estadão, em que contam a história de Nannette Konig, que passou parte de sua juventude com a autora do Diário de Anne Frank. "Esqueletas. Ambas", diz Nannette ao descrever como foi seu reencontro com uma das vítimas mais famosas do Holocausto nazista no campo de concentração alemão de Bergen-Belsen, em 1945. Apesar de iniciar com essas aspas, o texto deixa claro que as autoras escolheram a dedo as outras citações textuais da personagem. O objetivo foi ser literariamente fiel ao relato de Annette, em vez de contá-lo literalmente. "Não tinham mais carne; só os ossos do quadril saltavam. Enrolada num cobertor, Anne tremia feito vara verde. Despira-se das roupas empestadas de piolhos, mas não a tempo de evitar a contaminação pelo tifo endêmico. Deram-se um abraço seco, sem lágrimas", descrevem. Depois desse início, o texto me pegou, e tive de lê-lo até o fim. E, ao longo dele, me emocionei com a forma como a história foi conduzida e com a sabedoria de vida das raras aspas de Annette, em que fica explícito "aquele sofrimento que nasce da indiferença que provém de ter sofrido muito" (&lt;a href="http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/o-idioma-pessoa.html"&gt;Fernando Pessoa&lt;/a&gt;). &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sobre a chegada dos aliados que libertaram o campo: "Eles, os ingleses, não sabiam o que fazer com aquela pilha de cadáveres e aquela legião de gente esfomeada"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Resposta à pergunta de como conseguiu se salvar: "Sobrevivi porque não morri"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Reação ao pensamento, nas palavras das jornalistas, de que "não cabia mais sanidade no corpo": "Mas um dia acordei e falei para mim mesma: 'Você é órfã, e isso já é bastante difícil; pior ainda se for uma órfã louca'"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Aos que dizem que é um gesto glorioso desencavar um inferno em vez de enterrá-lo": "Não é uma glória, é uma necessidade"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Reação à notícia de que um de seus netos morreu em uma avalanche, aos 15 anos: "Quando recebi essa notícia, pensei: eu não mereço. Mas a vida é assim mesmo, não é outra"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-3357157239444604861?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/3357157239444604861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/07/o-sofrimento-de-ter-sofrido-muito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3357157239444604861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3357157239444604861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/07/o-sofrimento-de-ter-sofrido-muito.html' title='O sofrimento de ter sofrido muito'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-w7ELi8UrmqQ/Tiz3dp7xIuI/AAAAAAAAAJI/i2FZTBAjG1Q/s72-c/nannette.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-3064366371710239054</id><published>2011-07-04T18:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T19:25:43.971-07:00</updated><title type='text'>Gratidão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-inSwvGFtB04/ThJ2BMdODSI/AAAAAAAAAIg/-xzOO5zmj7s/s1600/P1050630.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625688647434898722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-inSwvGFtB04/ThJ2BMdODSI/AAAAAAAAAIg/-xzOO5zmj7s/s400/P1050630.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos últimos anos, minha avó limitou-se a viver para não morrer. Ou, como bem diria o uruguaio Eduardo Galeano, "sobremorrer". E, nos últimos dois meses, sua luta diária sem prazeres além da comida que fazia questão de cozinhar, das novelas que acompanhava pela TV, das idas à igreja, da companhia de sua Bíblia e dos infindáveis exames de saúde, limitou-se a estar atada a uma cama de hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó sempre teve uma vida dura, soube por minha mãe. Lavou roupas no rio. Passou outras com ferro à brasa. Matou porcos e galinhas para alimentar os filhos. Controlou o dinheiro com mãos de ferro. Como só teve educação para ler e escrever, não assistiu a filmes intrincados nem leu livros literários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó nunca visitou o país de seus pais. Não aprendeu a falar sua língua. Não estudou um ofício para eventualmente ser bem paga por ele. Sua vida foi trabalhar para criar os seis filhos, dar-lhes melhores condições de vida, para que pudessem crescer e constituir suas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nunca teve muitas papas na língua ou consideração pelas sensibilidades alheias. Se achasse que alguém engordou, falaria na hora, sem rodeios. E não era questão de idade, de que os mais velhos perdem o freio: ela era o tipo de pessoa que não se importa com que a pergunta "Como vai?" seja retórica. Ela sempre falaria a sua verdade. E por isso muitas vezes a temi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dona Olga nunca representou para mim o estereótipo da boa velhinha, da avó terna, que teceria em lã um casaco quentinho para a neta. Para mim, ela sempre foi essa força da natureza independente, que nunca aceitou que lhe dessem ordens. Que lhe forçassem a se render. Que lhe fizessem aceitar que o tempo passa - e a todos varre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sempre lutou para permanecer. E por isso que vê-la fragilizada em uma cama de hospital, com aparelhos que respiravam por seus pulmões, recebendo injeções sem ter a consciência delas, foi chocante. Como se lhe fosse negada sua dignidade; como se tivessem desmentido sua fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto a olhei, enquanto a vi conectada à vida pela fragilidade de máquinas, dei-me conta explicitamente de que ela foi minha origem. Os sacrifícios e lutas de sua geração foram determinantes para os avanços das seguintes. Sua história traçou a de meus irmãos, a minha. Ela é a minha herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta aguerrida de Dona Olga pela vida a trouxe lúcida aos 97 anos. Mas sempre chega o momento de nos render à morte. De dizer adeus. Agora, minha avó continua em mim. E a levarei comigo com gratidão. &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-3064366371710239054?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/3064366371710239054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/07/gratidao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3064366371710239054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3064366371710239054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/07/gratidao.html' title='Gratidão'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-inSwvGFtB04/ThJ2BMdODSI/AAAAAAAAAIg/-xzOO5zmj7s/s72-c/P1050630.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6311262326676103078</id><published>2011-05-24T10:59:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T11:26:45.163-07:00</updated><title type='text'>Meu parque de diversão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8Vf5P4ORelE/Tdv2y2uSd1I/AAAAAAAAAIU/ZBvXnc5h-n8/s1600/pata%2B578.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610349114363639634" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-8Vf5P4ORelE/Tdv2y2uSd1I/AAAAAAAAAIU/ZBvXnc5h-n8/s400/pata%2B578.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje decidi escrever sobre as casas dos livros: as livrarias e bibliotecas. A primeira vez que matei uma aula na vida foi, aos oito anos, quando tirei minha primeira carteirinha na biblioteca da escola. Fiquei escondida entre as estantes, devorando os livrinhos infantis, como &lt;strong&gt;A Curiosidade Premiada e Lúcia Já Vou Indo.&lt;/strong&gt; Guardadas as devidas proporções, ainda faço a mesma coisa quando entro numa livraria. Perco as horas dentro delas, passeio pelas estantes, abro alguns livros, folheio, leio, releio. Livrarias para mim são como parque de diversão para criança. Passear por várias delas está entre o meu ritual sagrado de férias, onde quer que eu esteja. Em São Paulo, adoro andar pela Avenida Paulista e parar nas três maiores: &lt;strong&gt;Livraria Cultura,&lt;/strong&gt; o shopping center dos livros; &lt;strong&gt;Fnac&lt;/strong&gt;, onde eles não são tratados com tanto carinho (mas vale pelas promoções) e &lt;strong&gt;Martins Fontes&lt;/strong&gt;, a minha preferida -- pela atmosfera, pela arquitetura, pelo silêncio. Em São Paulo, temos ainda a &lt;strong&gt;Livraria da Vila&lt;/strong&gt;, irresistível em seu ambiente cool -- o que, infelizmente, atrai muita gente mais interessada em desfilar e tomar um cafezinho do que em literatura (o que só faz com que ela esteja sempre lotada aos finais de semana). E temos também as livrarias de shopping, como a&lt;strong&gt; Saraiva e Nobel&lt;/strong&gt; que só servem para o urgente. Não tente encontrar nelas um título que não seja um autoajuda ou best seller (eu já tentei fazer isso algumas vezes e não consegui). Quando viajo, procuro também fuçar outras livrarias e bibliotecas. Em Lisboa, me encantei com a &lt;strong&gt;Bertrand,&lt;/strong&gt; do Chiado, reconhecida -- dizem -- como a mais antiga livraria do mundo em atividade. Fundada em 1732, por lá passaram Alexandre Herculano e Eça de Queiroz. Linda, antiga, emocionante. A &lt;strong&gt;Biblioteca Joanina,&lt;/strong&gt; do século XVIII, localizada no Pátio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra carrega muito ouro brasileiro e é uma das mais espetaculares bibliotecas barrocas europeias. Vale a visita. &lt;strong&gt;A Biblioteca Pública de Nova York&lt;/strong&gt; também merece ser espiada, assim como a de Vancouver, mais moderna, não menos aconchegante. Por fim, mas não menos encantadora, coloco a&lt;strong&gt; Ateneu&lt;/strong&gt;, a livraria argentina que funciona num antigo teatro em Buenos Aires. Tudo ali combina: os livros, as cortinas, o café e os autores. Parada obrigatória para quem, como eu, gostar de perder horas entre as estantes. Se você é um deles, conte para a gente qual livraria ou biblioteca vale a pena ser visitada. Acima uma foto minha de 2008 na Ateneu, em Buenos Aires.&lt;strong&gt; (Daniela Diniz)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6311262326676103078?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6311262326676103078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/05/meu-parque-de-diversao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6311262326676103078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6311262326676103078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/05/meu-parque-de-diversao.html' title='Meu parque de diversão'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8Vf5P4ORelE/Tdv2y2uSd1I/AAAAAAAAAIU/ZBvXnc5h-n8/s72-c/pata%2B578.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-8238597063801052874</id><published>2011-05-23T08:22:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T08:41:42.929-07:00</updated><title type='text'>Post mal humorado</title><content type='html'>Tive insônia esta noite. E o pior é que não conseguia voltar a dormir porque não parava de tocar na minha cabeça a nova coqueluche das redes sociais: "Oração", da Banda Mais Bonita da Cidade (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE&lt;/a&gt;). Se o fato de essa música ter grudado na minha cabeça como chiclete não é prova do quanto ela e a banda são ruins, seguem outros argumentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. não dá para uma banca se autoproclamar a mais bonita da cidade. Um pouco de modéstia (ou, melhor, realismo), por favor;&lt;br /&gt;2. o cantor principal se esforça, mas desafina em vários momentos;&lt;br /&gt;3. a menina da flor na cabeça (que realmente tem uma voz bonita) aparece no vídeo com aquela cara "veja como estou feliz de cantar 'Oração'". Um tanto quanto irritante;&lt;br /&gt;4. por último (e mais importante), a letra. Leiam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu amor, essa é a última oração, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pra salvar seu coração&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Coração não é tão simples quanto pensa, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nele cabe o que não cabe na dispensa (sic).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cabe o meu amor, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cabem três vidas inteiras, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cabe uma penteadeira, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cabem nós dois, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cabe até o meu amor. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Isso é bonito, poético? Sete cabe/cabem. Rima pobre de oração/coração. Rimas paupérrimas de pensa/dispensa (em vez de despensa) e inteiras/penteadeira (hã?!?!). E tudo em uma repetição interminável de seis minutos?!?! Essa fórmula de bolo simplíssima para me dizer que o coração não é tão simples quanto pensa? Por isso que cada vez mais não curto o botão curtir do Facebook. Ele não dá espaço ao dissenso. Ainda bem que tenho o blog. #prontofalei &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-8238597063801052874?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/8238597063801052874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/05/post-mal-humorado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8238597063801052874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8238597063801052874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/05/post-mal-humorado.html' title='Post mal humorado'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-5982681457486189901</id><published>2011-04-19T10:47:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T10:51:35.794-07:00</updated><title type='text'>Sobre Jornalismo Literário</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A primeira vez que ouvi falar em jornalismo literário foi há quase dez anos, na redação da Exame, por um dos editores que nos enviou um texto de &lt;b&gt;Gay Talese&lt;/b&gt;. Fiquei encantada. Ali havia uma mistura mágica para mim: jornalismo de verdade contado em forma de romance. Na mesma época, a Cia. das Letras lançou sua coleção de jornalismo literário e pude aprender um pouco mais sobre isso, devorando alguns títulos. Primeiro &lt;b&gt;Hiroshima&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;John Hersey&lt;/b&gt;; depois &lt;b&gt;O Segredo de Joe Gould&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;Joseph Mitchell &lt;/b&gt;e, por fim, &lt;b&gt;A Sangue Frio&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;Truman Capote&lt;/b&gt;. Adorei todas as histórias e decidi fazer um curso simples e rápido sobre jornalismo literário. Eu, sendo jornalista, poderia também escrever histórias desse nível? A resposta, depois de três ou quatro meses de curso, foi clara: não, não posso. Ficou óbvio para mim que não é qualquer jornalismo (e também qualquer jornalista) que pode se aventurar pelo também chamado romance de não ficção. No meu caso, jornalista sempre voltada à área de negócios, isso soa quase ridículo. Na minha opinião, não dá para romancear reportagens sobre recursos humanos nas organizações ou ascensão profissional no mundo corporativo. Para fazer jornalismo literário precisa ter histórias de vida nas mãos e nem toda reportagem traz isso ou traz isso de forma abundante. O curso foi importante para eu entender que sou jornalista e leitora. E vejo isso como duas coisas diferentes. Faço jornalismo (com lead objetivo, com começo, meio e fim, com dados e números, com ganchos, com teses, com todo jargão da área) e leio romances – inclusive os de não ficção. E voltei à coleção da Cia das Letras, pelo &lt;b&gt;Livro das Vidas&lt;/b&gt;, que traz os mais interessantes obituários do New York Times. E quanta vida há nessa literatura de jornal. Hoje, estou lendo &lt;b&gt;Operação Massacre&lt;/b&gt;, do argentino &lt;b&gt;Rodolfo Walsh&lt;/b&gt; e a história real de um fuzilamento no período sombrio da pré-ditadura argentina contada de forma tão literária já me prendeu – passei da página 80 rapidamente. Até agora, todos os livros que li da coleção jornalismo literário, da Cia. das Letras (e outros que não dessa editora, como o &lt;b&gt;102 Minutos&lt;/b&gt;, escrito por dois repórteres do NY Times, que narra o que aconteceu nesse intervalo de tempo em que as torres gêmeas caíram no 11 de Setembro) me encantaram. Se estou na dúvida de que título buscar para minha próxima leitura, não hesito em pegar um que tem como gênero o romance de não ficção. É quase certo que terei uma boa companhia literária com histórias cheias de vida nos próximos dias.  &lt;b&gt;(Daniela Diniz)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-5982681457486189901?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/5982681457486189901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/04/sobre-jornalismo-literario.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5982681457486189901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5982681457486189901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/04/sobre-jornalismo-literario.html' title='Sobre Jornalismo Literário'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-5021698669582310894</id><published>2011-03-29T14:33:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T14:41:11.139-07:00</updated><title type='text'>A Ficção da Ficção</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XGs50RNmqvk/TZJRzl5QGUI/AAAAAAAAAH0/pUe3WE9xqmY/s1600/Dorian%2BGray.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 319px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-XGs50RNmqvk/TZJRzl5QGUI/AAAAAAAAAH0/pUe3WE9xqmY/s320/Dorian%2BGray.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589620034307627330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Domingo fui assistir ao filme &lt;b&gt;O Retrato de Dorian Gray&lt;/b&gt;, dirigido por Oliver Parker, com Colin Firth no papel de Lorde Wotton e Ben Barnes, como Dorian. Melhor do que ouvir as frases de Oscar Wilde na boca do ótimo Colin Firth, só lendo o próprio Oscar Wilde. Mas a nova versão de &lt;i&gt;O Retrato &lt;/i&gt;não deixa muito a desejar aos amantes de Wilde, diferentemente do que li &lt;st1:personname productid="em outras críticas. Há" st="on"&gt;em outras críticas. Há&lt;/st1:personname&gt; ajustes, adaptações e até invenções (o Lorde Wotton, de Wilde, não era casado, por exemplo) mas nada que prejudique o tema central – o culto ao belo e ao prazer e a vida sem limites. Quando li &lt;i&gt;&lt;b&gt;O Retrato &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;imaginei cenas exatamente como as que vi no filme: uma Londres vitoriana, escura e hipócrita; um Dorian ingênuo, superficial e um Wotton inteligente, sarcástico e manipulador. E isso me fez refletir sobre a diferença entre a literatura que lemos e a literatura que assistimos. Pois eu temi encontrar uma outra história quando li algumas críticas do gênero: “bom, mas muito diferente da obra original”. Para o crítico, se tratavam de duas literaturas: a de Wilde e a de Oliver Parker. Para mim, é única. E como isso é belo. Ao ler uma obra, você se desloca para um lugar e tempo em que sua imaginação constrói. E isso muda – de imaginação para imaginação. Muda de acordo com a pessoa, com a sensibilidade, com a criatividade de cada um. A minha percepção, no caso, esteve bem próxima a do diretor. E por isso mesmo, eu, que listo &lt;i&gt;&lt;b&gt;O Retrato de Dorian Gray &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;entre minhas obras preferidas, recomendo o filme. Vale ouvir – ainda que diluídas – as brilhantes palavras de Oscar Wilde. &lt;b&gt;(&lt;st1:personname productid="Daniela Diniz" st="on"&gt;Daniela Diniz&lt;/st1:personname&gt;)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-5021698669582310894?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/5021698669582310894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/domingo-fui-assistir-ao-filme-o-retrato.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5021698669582310894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5021698669582310894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/domingo-fui-assistir-ao-filme-o-retrato.html' title='A Ficção da Ficção'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XGs50RNmqvk/TZJRzl5QGUI/AAAAAAAAAH0/pUe3WE9xqmY/s72-c/Dorian%2BGray.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-8821006985546602963</id><published>2011-03-22T12:23:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T12:27:20.196-07:00</updated><title type='text'>Descobrindo Benedetti</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-IW2_E7Xtw8w/TYj4Aj2wO2I/AAAAAAAAAHk/tQi_9oaJYkg/s1600/mario-benedetti.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 201px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-IW2_E7Xtw8w/TYj4Aj2wO2I/AAAAAAAAAHk/tQi_9oaJYkg/s400/mario-benedetti.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586988026261683042" /&gt;&lt;/a&gt;Faltam poucas páginas para eu terminar &lt;b&gt;A Trégua&lt;/b&gt;, romance, meio novela, do uruguaio &lt;b&gt;Mario Benedetti&lt;/b&gt;. Gosto da literatura latina -- da argentina, especialmente. Gosto também de Gabriel García Marques, Pablo Neruda, Octavio Paz. Mas do Uruguai eu só conhecia Eduardo Galeano. Fui apresentada à sua obra pelas mãos da Leda, que me deu nos meus já longíquos 20 anos, uma edição de &lt;b&gt;O Livro dos Abraços&lt;/b&gt;. Fiquei apaixonada. Li depois um pouco de uma de suas obras mais famosas, &lt;b&gt;As Veias Abertas da América Latina&lt;/b&gt;. Mas parei por aí. Voltei à literatura uruguaia agora pela obra de seu mais famoso ou querido escritor, Mario Benedetti, que faleceu em maio de 2009. E estou adorando. De leitura fácil, o livro descreve o diário de um viúvo pré-aposentado, prestes a fazer cinquenta anos. Relata suas angústias da vida pacata, monótona, vivida numa Montevidéu de 1960. Os dias simplesmente passeiam ao seu redor até que encontra uma moça, com metade de sua idade, por quem se apaixona. E sua rotina muda. E suas angústias também. Não teme mais somente a vida pós aposentadoria, a novidade do ócio, mas a vida sem sua nova companheira, a vida vista pelos olhos preconceituosos de seus filhos, dos poucos amigos. O livro fala de dramas comuns de hoje, vividos talvez, com intensidade diferente. O homem de 50 anos hoje pode temer a compreensão dos filhos ao apresentar uma moça de 25 como sua namorada (apesar de isso ser cada vez mais comum), pode temer a aposentadoria (embora aos 50 hoje, ele vai apenas começar a pensar nisso) e também pode sofrer calado ao descobrir que seu filho preferido é homossexual. A obra tem mais de 40 anos mas os simples dilemas da vida a tornam sempre atual. &lt;b&gt;(&lt;st1:personname productid="Daniela Diniz" st="on"&gt;Daniela Diniz&lt;/st1:personname&gt;)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-8821006985546602963?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/8821006985546602963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/descobrindo-benedetti.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8821006985546602963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8821006985546602963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/descobrindo-benedetti.html' title='Descobrindo Benedetti'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IW2_E7Xtw8w/TYj4Aj2wO2I/AAAAAAAAAHk/tQi_9oaJYkg/s72-c/mario-benedetti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6526509960908018117</id><published>2011-03-15T14:37:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T14:42:52.979-07:00</updated><title type='text'>Os livros da minha década</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;No ano passado, completei dez anos de anotações sobre os livros que leio. Embora o hábito da leitura tenha sido adquirido quando eu ainda era criança (lá pelos oito anos), somente em 2000 comecei a avaliar de forma mais crítica os livros que passaram pelos meus olhos e classificá-los de acordo com meu entusiasmo com a leitura. A forma de classificação é bem simples: vai de uma a cinco estrelas. Os mais estrelados recebem alguns comentários ao lado, sobre forma, conteúdo ou passagens que considerei fantásticas. Divulgo hoje a lista dos meus livros cinco estrelas, dos livros que marcaram a minha década*.&lt;b&gt; (Daniela Diniz)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Cem Anos de Solidão (Gabriel García Marquez)&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Ficções do Interlúdio (Fernando Pessoa)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Madame Bovary (Gustave Flaubert)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Memórias do Subsolo (Fiódor Dostoievsky)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Desonra (J. M. Coetzee)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Sagarana (João Guimarães Rosa)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A Hora da Estrela (Clarice Lispector)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Todos os Fogos o Fogo (Julio Cortázar)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Elogio da Sombra (Jorge Luís Borges)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Quando Fui Outro (Fernando Pessoa)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A Legião Estrangeira (Clarice Lispector)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Extremamente Alto &amp;amp; Incrivelmente Perto (Jonathan Safran Foer) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A Morte de Ivan Ilitch (Liev Tolstói)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;O fio das Missangas (Mia Couto)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde) &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;*A lista não está classificada por ordem de preferência, mas por ordem cronológica de leitura&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6526509960908018117?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6526509960908018117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/os-livros-da-minha-decada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6526509960908018117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6526509960908018117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/os-livros-da-minha-decada.html' title='Os livros da minha década'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6782353676070736183</id><published>2011-03-09T06:57:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T07:03:27.948-08:00</updated><title type='text'>O Idioma Pessoa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eu e Dani temos uma tradição. Nos nossos respectivos aniversários sempre nos damos de presente um livro. De narrativas que adoramos. De autores que amamos ou esperamos amar. De textos que queremos descobrir.  Esse foi o caso de “O Livro do Desassossego”, de Pessoa, que ela menciona no belo post abaixo. Ele foi o presente que ganhei dela em 2002 e, no ano seguinte, tornou-se um volume cheio de trechos sublinhados a lápis, de descobrimentos que me espantaram. Pessoa é o que é não necessariamente por tocar na inevitável sensibilidade da alma, mas pela força com que escreve, descreve, narra-se, dono completo de palavras que lhe servem como um idioma próprio. É no “Livro do Desassossego” que Pessoa revela: “Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.” &lt;strong&gt;(Leda Balbino) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“Na face pálida e sem interesse de feições um ar de sofrimento não acrescentava interesse, e era difícil definir que espécie de sofrimento esse ar indicava – parecia indicar vários, privações, angústias, e aquele sofrimento que nasce da indiferença que provém de ter sofrido muito”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“Na palavra falada temos que ser, em absoluto do nosso tempo e lugar. (...) A palavra escrita, ao contrário, não é para quem a ouve, busca a quem a ouça, escolhe quem a entenda, e não se subordina a quem a escolhe”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“(...) não poderia deixar tudo isso sem chorar, sem compreender que, por mau que me parecesse, era parte de mim que ficava com eles todos, que o separar-me deles era metade e semelhança da morte”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“De repente estou só no mundo. Vejo tudo isto de um telhado espiritual. Estou só no mundo. Ver é estar distante. Ver claro é parar. Analisar é ser estrangeiro”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“Em mim foi sempre menor a intensidade das sensações que a intensidade da consciência delas. Sofri sempre mais com a consciência de estar sofrendo que com o sofrimento de que tinha consciência”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir – é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida. (...) Esta madrugada é a primeira do mundo. Nunca esta cor rosa amarelecendo para branco quente pousou assim na face com que a casaria de oeste encara cheia de olhos vidrados o silêncio que vem da luz crescente. Nunca houve esta hora, nem esta luz, nem este meu ser”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“(...) amo-vos da amurada como um navio que passa por outro navio e há saudades desconhecidas na paisagem”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“(...) se a libertação não está em mim, não está, para mim, em parte alguma. (...) Condillac começa o seu livro célebre, ‘Por mais alto que subamos e mais baixo que desçamos, nunca saímos de nossas sensações’. Nunca desembarcamos de nós”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“Há em certas frases, em vários períodos, de coisas escritas a poucos passos da minha adolescência, que me parecem produto de tal qual sou agora, educado por anos e coisas. E, tendo sentido que estou hoje num progresso grande do que fui, pergunto onde está o progresso se então era o mesmo que sou hoje. (...) Como avancei para o que era? Como me conheci hoje o que me desconheci ontem? (…) Quanto sou? Quem é eu? O que é este intervalo que há entre mim e mim?”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6782353676070736183?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6782353676070736183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/o-idioma-pessoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6782353676070736183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6782353676070736183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/o-idioma-pessoa.html' title='O Idioma Pessoa'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-5873929878402693334</id><published>2011-03-04T10:32:00.000-08:00</published><updated>2011-03-04T11:17:10.796-08:00</updated><title type='text'>Livro de Cabeceira</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Sempre que lia ou ouvia essa expressão ‘livro de cabeceira’, não entendia muito bem. Especialmente naqueles ping pongs  que revistas de celebridades fazem com famosos nos quais  o entrevistador pergunta todas as coisas tolas, como qual seu filme preferido? sua música favorita? e comida? um lugar inesquecível? Pronto! Está lá também a pergunta: qual seu livro de cabeceira? Livro de cabeceira afinal é aquele que não sai do seu criado-mudo (e, portanto você nunca termina) ou aquele que você está lendo no momento? Era a pergunta que eu sempre me fazia. Sim, porque muitos livros entram e saem da minha..vamos lá, cabeceira. Até que comecei a ler &lt;b&gt;O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa – ou Bernardo Soares,&lt;/b&gt; seu heterônimo. Na edição de bolso que tenho, da Cia das Letras, o livro – ou  “O Livro” tem 524 páginas (sem contar as NOTAS FINAIS). O volume conta com 481 trechos, parágrafos ou pequenos textos (como queira definir) de prosa poética perfeita. Definições, delírios, alucinações, medos e preocupações – todos os sentimentos pensantes ou pensamentos sentimentais de Pessoa ou Soares estão ali. Não é um livro de contos, de poemas ou romance. Está mais para um diário sem tempo. E esse formato – e sua profundidade – permitem transformá-lo num perfeito livro de cabeceira. Daqueles que você abre antes de dormir, lê um dos trechos sem compromisso, sem remorso de ficar uma semana ou um mês sem pegá-lo novamente, pois o próximo trecho pode não ter nada a ver com o que você leu antes. E por isso mesmo, você pode dividir a leitura com outro livro. Sim, porque eu sou o tipo de leitora que gosta de ler um volume de cada vez. Nesse caso, não. O Livro do Desassossego virou meu livro de cabeceira. Está lá para alimentar algumas noites de insônia. O único risco que corro – e que já me aconteceu – é de passar um tempo desassossegada com alguns trechos como os que cito abaixo e, em vez de encontrar o sono, perdê-lo de vez. &lt;b&gt;(Daniela Diniz)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;“Eu de dia sou nulo e de noite sou eu”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;“Vivo mais porque vivo maior”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;“Quero ser eu sem condições”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;“O único modo de estarmos acordados com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-5873929878402693334?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/5873929878402693334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/livro-de-cabeceira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5873929878402693334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5873929878402693334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/livro-de-cabeceira.html' title='Livro de Cabeceira'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6230109098631467879</id><published>2011-03-01T11:58:00.001-08:00</published><updated>2011-03-01T12:33:46.572-08:00</updated><title type='text'>Por que ler Mia Couto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-7ZxuunpyRlk/TW1R38bTKMI/AAAAAAAAAHU/XxQ57D7ClFU/s1600/mia2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7ZxuunpyRlk/TW1R38bTKMI/AAAAAAAAAHU/XxQ57D7ClFU/s400/mia2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579205534937196738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Terminei de ler há alguns dias &lt;b&gt;Terra Sonâmbula&lt;/b&gt;, romance do moçambicano Mia Couto. E entendi porque Mia, assim como Pessoa, Saramago, Guimarães Rosa, Borges e Cortázar entrou para a lista dos escritores que merecem mais de dois livros na minha estante. Mia, escrevi para um amigo querido e distante, não escreve; ele tece palavras. Domínio de poucos. Descreve com simplicidade o mais complexo dos sentimentos e de forma profunda relata as coisas simples da vida. Um exemplo que ficou na memória: Tuhair, o velho personagem de &lt;b&gt;Terra Sonâmbula&lt;/b&gt;, não ensina simplesmente Muidinga, o personagem menino, a andar, falar, comer. Ele lhe ensina, nas palavras de Mia, “todos os inícios da vida”. Por sutilezas profundas como essas, o texto de Mia Couto não corre; dança. E tem história nele. Não se trata apenas de um encontro perfeito de palavras. Há boas histórias contatadas pelas belas palavras. Para quem gosta de literatura&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;-- não só – mas também pela forma, vale muito a leitura. Afinal, é sempre mais prazeroso ler uma boa história contada de uma forma elegante e supreendente. E isso Mia Couto sabe fazer.(&lt;b&gt;Daniela Diniz&lt;/b&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6230109098631467879?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6230109098631467879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/por-que-ler-mia-couto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6230109098631467879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6230109098631467879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/03/por-que-ler-mia-couto.html' title='Por que ler Mia Couto'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7ZxuunpyRlk/TW1R38bTKMI/AAAAAAAAAHU/XxQ57D7ClFU/s72-c/mia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-9174469040013529276</id><published>2011-02-18T10:36:00.000-08:00</published><updated>2011-02-18T12:26:59.984-08:00</updated><title type='text'>A vida não é um livro aberto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-yrh7q6OoTZ0/TV7TwDitfLI/AAAAAAAAAG8/YySARJEyIQ0/s1600/livroaberto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 345px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-yrh7q6OoTZ0/TV7TwDitfLI/AAAAAAAAAG8/YySARJEyIQ0/s400/livroaberto.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575126211269328050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Antes de &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;começar propriamente este texto, é bom dizer logo: não sou contra redes sociais. Estou cadastrada em quase todas, aliás. Do démodé orkut ao moderninho, agora popular facebook, passando por plaxo, pulse e linkedin. Não alimento todos eles, é verdade. Tenho mais, muito mais o que fazer, mas curto a dinâmica da troca de informações, do resgate de amizades antigas, do aumento do network – que ajuda profissionalmente. Mas as redes não estão limitadas a isso. Ao contrário. Não há limite na web – e é exatamente isso que vem me incomodando ultimamente. No meu tempo de criança, lá pelos meados da década de 80, diário tinha cadeado. E era bom e saudável ter segredos. Hoje, a vida – em suas máximas privacidades – anda escancarada nas redes sociais. Leio diariamente as vontades das pessoas, se estão com sono, com sede, com fome. Sentimentos privados se tornam públicos: “estou com raiva de certa pessoa”, por exemplo. Ou “suspirando por alguém”. Confesso que eu mesma estava quase embarcando na onda de compartilhar emoções desnecessárias. Sim, porque as minhas emoções, os meus sentimentos e minhas vontades dizem respeito a quem mesmo? Definitivamente, não diz respeito ao colega do amigo de trabalho que também caiu na minha rede social. Quando me vi escrevendo algo do gênero: “vontade de tomar mais um café”, a luz amarela acendeu. Não, não saí das redes. Ainda escrevo como estou, onde estou e informações ou textos que, ao meu julgamento, possam ser úteis ou agradáveis a alguém – até mesmo desabafos contra péssimos atendimentos, por exemplo (isso pode dar resultado nas redes!). Mas, ando filtrando minhas palavras e selecionando meus contatos. A vida, ao menos para mim, não é ainda uma tela aberta. &lt;b&gt;(&lt;st1:personname productid="Daniela Diniz" st="on"&gt;Daniela Diniz&lt;/st1:personname&gt;)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-9174469040013529276?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/9174469040013529276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/02/vida-nao-e-um-livro-aberto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/9174469040013529276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/9174469040013529276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/02/vida-nao-e-um-livro-aberto.html' title='A vida não é um livro aberto'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yrh7q6OoTZ0/TV7TwDitfLI/AAAAAAAAAG8/YySARJEyIQ0/s72-c/livroaberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-2189582444474968993</id><published>2011-02-09T06:26:00.000-08:00</published><updated>2011-02-18T12:26:34.433-08:00</updated><title type='text'>Resgate</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Há algum tempo deixei esse blog para trás pelo maior motivo que pode existir na vida de um ser humano: ter um filho. E ter um filho nos dá desculpa para muitas coisas, inclusive para se ausentar do próprio prazer. No meu caso, da literatura. O ano passado foi o ano em que menos li. Talvez quatro ou cinco livros apenas. Mas foi o ano em que mais aprendi. E toda essa experiência adquirida me livrou de alguns preconceitos. Um deles foi o de usar clichês. Pois a maternidade permite todos eles. Ser mãe é estado único -- de graça, de glória, de benção, mas também exige um abandono de parte de si. Deixamos de fazer uma porção de coisas grandiosas para nos prender em coisas pequenas. O que não significa que nos apequenamos. Apenas mudamos o foco e o peso de algumas ações. Mas tudo, aos poucos, volta. Vamos resgatando parte de quem fomos e unindo às novas partes que agora nos pertence. Eu acreditava que esse tipo de texto não mais sairia de mim. Não h&lt;/span&gt;á tempo para escrita vulgar. Prefiro ler algo de qualidade a escrever bobagens cotidianas e sentimentais. Mas esse exercício ainda me é importante. Pelos textos do passado, consigo entender melhor quem sou hoje e a razão de algumas atitudes. Uma espécie de terapia literária, como a Leda já escreveu aqui.  &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;E talvez por esse motivo, eu precise disso. Para me convencer no futuro de que os dias se parecem, mas não se repetem. De que os anos acumulam rugas e quilos, mas também experiência e sabedoria. De que personalidade é a base do ser humano, mas flexibilidade é a sua sobrevivência. E é dessa forma que volto, que recomeço, que me resgato. Hoje meu filho completa seis meses de vida, eu completo dez anos como jornalista da Editora Abril e páginas em branco me esperam para serem preenchidas – na profissão e na vida.  &lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Daniela Diniz)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-2189582444474968993?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/2189582444474968993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/02/resgate.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2189582444474968993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2189582444474968993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2011/02/resgate.html' title='Resgate'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-3670721276477176312</id><published>2010-11-19T06:55:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T06:56:17.439-08:00</updated><title type='text'>Há</title><content type='html'>&lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Há livros nas estantes.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Há o silêncio na sala vazia.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Há a caneta e o papel,&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;a luz a iluminar a sombra,&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;o não a revelar a dor.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Há o suspiro e a vergonha.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Os erros cometidos,&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;a volta impossível.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Há a morte.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;O tempo.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;E tudo o que arrasta:&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;nossa ilusão alegre,&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;nossas pretensões.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Há o frio e nenhuma espera.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Há a resignação posterior ao choro.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;A respiração calma após a catarse.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Por quanto tempo?&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Quando virão novas ilusões para acelerar a respiração,&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;remexer esperanças,&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;criar expectativas?&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Não desta vez.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Agora só há indiferença.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;O cansaço.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;A preguiça de seguir.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Por que não só dormir?&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Por que não deixar para nunca os arrependimentos?&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Já foi. Tantos se me foram.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Estou só.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;E os livros nas estantes.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;À espera do folhear de páginas.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;À espera.&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt;" class="MsoNormal"&gt;Como a vida.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; (Leda Balbino)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-3670721276477176312?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/3670721276477176312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/11/ha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3670721276477176312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3670721276477176312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/11/ha.html' title='Há'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-5538714292705520381</id><published>2010-11-11T06:32:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T06:35:17.775-08:00</updated><title type='text'>Um retrato de Cuba</title><content type='html'>Havana é uma cidade linda, mas esgotada. Prédios descascados (como eles  dizem por aqui) convivem lado a lado com os símbolos históricos  restaurados. Na rua há sempre pequenas poças d´água da chuva do dia  anterior se mesclando com cheiro de esgoto. A cidade parece estar  cansada. E não é só ela. Os cubanos também estão. Eles se autodenominam  bandidos e ladrões, pelo fato de terem de incorrer ao ilícito (como o  mercado negro) para conseguir comida, já que os salários módicos não  duram até o fim do mês. Eles se incomodam pelo fato de não poder ir e  vir, de não ter dinheiro suficiente para viajar pelo próprio país ou  para o exterior e, se o têm, por ter de enfrentar uma burocracia sem fim  para poder partir. E não é só a burocracia que os atormenta. É o medo  de que, ao se irem da Ilha, percam suas casas, seus automóveis, tenham  suas contas de banco fechadas. Muitos sonham encontrar um estrangeiro  para que possa sair casados e não perder "o direito de ser cubano". Essa  é a única maneira de não ser considerado um "traidor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, são tão contraditórios. Embora falem muito mal do  governo, dizem que não são contra o governo. Ao mesmo tempo em que  reclamam do fato de não poder ir e vir e de sentir um medo constante de  represálias (só duas pessoas das mais de 10 com quem conversei me  autorizaram a publicar seus nomes), dizem que seu único problema é  econômico. Que, se a economia estivesse bem, tudo estaria bem. Segundo  um dissidente político, é mentira. As pessoas querem sim uma mudança de  governo, estão cansadas de ter negado o direito a ter direitos civis.  O direito de se autodeterminar. O direito de usar seu potencial, sua  criatividade, e prosperar (não apenas economicamente, mas em tudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cubanos são adoráveis, e extremamente inteligentes, amáveis, muitos  deles cultos. Todos sabem se expressar ou, parafraseando Saramago,  transformar em palavras um pensamento metafísico. São orgulhosos de ser  cubanos, de terem feito a Revolução que tanto fascina o mundo, de terem o  "cavallo" Fidel. Mas visivelmente estão cansados do sistema. Nas ruas  muitas pessoas caminham tristemente alegres. Não são necessárias  perguntas para que comecem a reclamar da vida, da situação do país. Há  um desejo implícito de mudança. Há esgotamento, a frustração de sonhos e  promessas não cumpridos. Há a falta de perspectivas, uma preguiça, uma  sensação de que não vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há escuridão. Como a cidade quase não é iluminada à noite, para  identificar um táxi é necessário contar com os faróis. Há o improviso.  Carros velhíssimos fazem às vezes de transporte público. Homens pedalam  as bicitáxis para transportar cubanos, e podem perder sua licença de  trabalho se forem vistos levando turistas. Mas eles se arriscam, porque  os estrangeiros pagam mais e, claramente, valem mais do que a população  local. Lagostas estão proibidas para os cubanos, que não podem pescá-las  sem uma licença. Elas são para exportação ou para os turistas que quase  já não mais lotam os hotéis. Para conseguir comprá-las, os cubanos  contam com o mercado negro. Para mostrar o quando seria caro em relação  ao salário daqui, uma cubana comparou seu preço a de um diamante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há o temor. Não apenas de represália por terem seu nome vinculado a  uma crítica ao regime, mas do futuro. O que ocorrerá quando mais de 500  mil pessoas forem demitidas, na primeira vez em que o governo tornará  oficial o desemprego, antes artificialmente &lt;div&gt;&lt;wbr&gt;anunciado em apenas 1%?  Muitos temem o aumento da violência. Que pessoas em desespero, por não  ter o que comer, comecem a roubar, invadam casas alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Havana há um grande medo do futuro. Mas, ao mesmo tempo, a frustrada  certeza de que - infelizmente - tudo mudará para continuar o mesmo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Leda Balbino, de Havana)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-5538714292705520381?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/5538714292705520381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/11/um-retrato-de-cuba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5538714292705520381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5538714292705520381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/11/um-retrato-de-cuba.html' title='Um retrato de Cuba'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-5638105721143678223</id><published>2010-06-18T12:49:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T12:55:52.826-07:00</updated><title type='text'>"O mundo ficou mais cego"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/TBvPJBTgPqI/AAAAAAAAAFg/Ap2DmOX0IKs/s1600/saramago.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 269px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/TBvPJBTgPqI/AAAAAAAAAFg/Ap2DmOX0IKs/s400/saramago.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484204725129723554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao longo do tempo que eu e Dani fazemos esse blog, mencionamos &lt;b&gt;Saramago&lt;/b&gt; diversas vezes. E não poderia ser diferente hoje, no dia de sua morte. Assim que pus os pés no trabalho, fiquei sabendo que o escritor, o único Nobel de Literatura para um autor em Língua Portuguesa, havia morrido. E enquanto ainda lia as informações sobre o fato, ouvi a piada de que deveríamos publicar em seu obituário uma enquete com a pergunta: "Quantos livros de Saramago você conseguiu terminar?"  Talvez a melhor pergunta fosse como se formam tão poucos leitores para apreciar as obras líricas e cheias de nuances de Saramago. "O mundo ficou ainda mais burro e ainda mais cego hoje", disse sobre sua morte o cineasta brasileiro &lt;b&gt;Fernando Meireles&lt;/b&gt;, que adaptou para o cinema em 2008 o ácido, mas também redentor, &lt;b&gt;"Ensaio sobre a Cegueira"&lt;/b&gt;. Segundo Meireles, em um documentário que está sendo produzido sobre Saramago e sua mulher, Pilar, "vemos ali um homem brilhante que sabe que seu tempo está acabando e tem muita pena de morrer". Escritor de sucesso tardio, já que o reconhecimento pelo seu trabalho só chegou depois dos 60 anos, o autor português também teve um amor tardio. Aos 63 anos conheceu Pilar, jornalista espanhola 28 anos mais jovem cujo primeiro contato com Saramago foi pelo livro &lt;b&gt;"Memorial do Convento"&lt;/b&gt;. Após passar a noite com a obra, voltou a uma livraria em Sevilla para comprar outros títulos do autor e, quando em Lisboa, sentiu curiosidade de procurá-lo para se conhecerem pessoalmente. Casaram-se poucos anos depois e Pilar tornou-se a tradutora de suas obras para o espanhol. Os dois, segundo ela, tinham "uma parceria para a vida". Em 2008, Saramago dedicou seu "A Viagem do Elefante" (2008) à mulher, escrevendo: "A Pilar, que não me deixou morrer." Ele se referia a uma pneumonia que o forçou a ficar internado durante quatro meses em 2007. A proximidade com a morte influenciou o livro de 2008, em que Saramago narra a aventura verídica de um elefante que rumou, em 1531, de Lisboa a Viena, presente de um rei português. Ao morrer, suas patas dianteiras foram cortadas para fazer um porta guarda-chuvas. "Por que essa humilhação?", perguntou-se Saramago em uma entrevista sobre o livro. "O que dá o significado último à vida é o que se passa depois da morte." Saramago deixa saudades. Melhor significado não há. &lt;b&gt;(Leda Balbino)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-5638105721143678223?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/5638105721143678223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/06/o-mundo-ficou-mais-cego.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5638105721143678223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5638105721143678223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/06/o-mundo-ficou-mais-cego.html' title='&quot;O mundo ficou mais cego&quot;'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/TBvPJBTgPqI/AAAAAAAAAFg/Ap2DmOX0IKs/s72-c/saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-2455855652457966922</id><published>2010-06-02T15:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T16:59:39.860-07:00</updated><title type='text'>Desculpa pelos intervalos literários</title><content type='html'>Li hoje na Ilustrada da Folha de S. Paulo a entrevista com Ferreira Gullar, que ganhou ontem o Prêmio Camões, o principal da língua portuguesa. Lá, ele fala um pouco dos seus quase oitenta anos, do governo Lula e muito pouco do seu próximo livro de poesias &lt;b&gt;Em Alguma Parte Alguma&lt;/b&gt;. O livro -- a ser lançando em setembro -- resgata sua própria literatura, esquecida há 11 anos. E ele dá uma ótima explicação para esse hiato entre uma obra e outra "Não sou poeta 24 horas por dia. É algo que surge espontaneamente". Senti-me aliviada ao ler isso. Se Ferreira Gullar pode dar uma ótima desculpa para se ausentar dos textos, por que eu não? Sei que o segredo de um blog está no fluxo de seus posts. Quanto menor o intervalo, maior o número de seguidores, mais comentários, mais audiência. E aí tantos blogs interessantes sobre vidas privadas que se tornam públicas se multiplicam e arrebanham seus leitores. Com literatura, é diferente. Não dá para escrever sempre, 24 horas por dia, simplesmente porque as palavras não são fórmulas. Não contamos aqui histórias nossas apenas, esmagadas em cotidianos superficiais. Mas propomos reflexões da e pela literatura. E mesmo quando decidimos expor um pouco de nossas vidas, narramos sentimentos e não fatos. E isso exige um pouco mais. Por isso, caros seguidores, peço -- aliviada -- desculpas pelos intervalos literários. Uma justificativa endossada por ninguém menos que Ferreira Gullar. &lt;b&gt;(Daniela Diniz)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-2455855652457966922?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/2455855652457966922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/06/desculpa-pelos-intervalos-literarios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2455855652457966922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2455855652457966922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/06/desculpa-pelos-intervalos-literarios.html' title='Desculpa pelos intervalos literários'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-3844791416701159947</id><published>2010-05-24T13:03:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T13:06:33.205-07:00</updated><title type='text'>O fenômeno da autoajuda</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Adoro rankings e listas. Por isso mesmo, já escrevi aqui que faço a minha própria. Dos piores e melhores livros, passando claro, pelos medianos. Classifico-os por meio de estrelas -- de zero a cinco. Só dou cinco quando o livro realmente é muito bom, quase perfeito, na minha concepção de simples leitora, claro, e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;não de crítica literária. Por adorar rankings, fuço sempre as tradicionais listas dos mais vendidos nas livrarias. E há anos não vemos novidade por aí. Exceto quando José Saramago ou Chico Buarque lançam algum título, o que costuma imperar nessas listas são os livros que viraram filmes recentemente, como o caso de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/b&gt;, os religiosos ou de fundo religiosos como &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;A Cabana &lt;/b&gt;e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;todos os que citam Chico Xavier na capa e, principalmente os de autoajuda. É impressionante como livros que trazem superação pessoal e profissional, lições das adversidades ou tratam de fórmulas de riquezas e felicidade vendem. Em todos os campos. Na esfera de negócios, temos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;aí o sucesso absoluto de James&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Hunter, com seu &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;O Monge e o Executivo&lt;/b&gt; que fala do já batido líder servidor. Na esfera econômica, os livros de Gustavo Cerbasi, o milionário antes dos 30 anos, preenchem as estantes daqueles que torram todo o dinheiro, mas sonham com uma simples equação em 100 páginas que possam levá-los às fortunas. E na esfera pessoal, temos um festival de historinhas. &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Comer, Rezar, Amar&lt;/b&gt;, por exemplo, campeão das listas, é um simples relato da autora que tinha tudo o que queria, mas entrou em depressão após o divórcio e aí viajou ao redor do mundo em busca de sua recuperação. Livro de cabeceira de muitas mulheres pré ou pós divorciadas. Não quero (mesmo) julgar a escolha das pessoas. Confesso que nunca li nenhum desses títulos – nada que vá além de suas orelhas e críticas. Mas sempre me perguntei por que eles vendem tanto. Será que suas histórias são simples, fáceis e fascinantes ao ponto de arrebanhar milhares de leitores ou a humanidade é carente de finais felizes? Será que eles vendem pela propaganda que recebem antes? Pela posição que conseguem nas principais livrarias? Ou &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;por aqueles que, ao entrar com vontade de adquirir algum volume na livraria, se deixam guiar pelo que a maioria já aprovou? Há tantas histórias boas sem lições de moral ou finais felizes, há tanta literatura rica que se perde por aí em meio às capas chamativas e salvadoras dos livros de autoajuda. Os clássicos da literatura e os bons contemporâneos são esmagados por tanta felicidade empacotada. Achar um livro do americano Jonathan Safran Foer em uma livraria, por exemplo, é uma façanha. Se tiver sorte, vai encontrar um exemplar. Eu realmente gostaria de entender esse fenômeno. Você tem alguma explicação? &lt;b&gt;(Daniela Diniz) &lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-3844791416701159947?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/3844791416701159947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/05/o-fenomeno-da-autoajuda.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3844791416701159947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3844791416701159947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/05/o-fenomeno-da-autoajuda.html' title='O fenômeno da autoajuda'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6422161993541576596</id><published>2010-05-10T15:47:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T15:51:01.053-07:00</updated><title type='text'>Palavras para dizer</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;strong&gt;Cena 1, em casa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um amigo me escreveu: "Achei teu blog bem legal. Até me senti mais inteligente lendo coisas tão inteligentes." Fiquei feliz com o comentário, mas, ao mesmo tempo, li nas entrelinhas: "Vocês são meio pernósticas." Bom, sei que essa provavelmente não foi a intenção do meu amigo, mas não consegui evitar o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena 2, na redação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Recebemos um inesperado e-mail de despedida. Li a mensagem e nenhuma palavra me soou deslocada. Mas não demorou muito para piscar meu MSN com uma colega de trabalho mostrando-se indignada com o fato de no texto constar a palavra "doravante". Outra palavra que a irritou foi "aguerrida".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena 3, ligando os pontos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O e-mail do meu amigo e o MSN da minha colega de trabalho me fizeram perceber que envelheci. Ok, doravante realmente é quase um arcaísmo (olha outra palavrinha velha), mas qual o problema com a sonora, forte, firme aguerrida? Gosto dela e isso provavelmente me faz soar antiquada no ambiente super-hipermoderno de uma redação de internet. Trocando em miúdos: já tiraram com a minha cara por falar "balbúrdia" ou "inexiste" ou sei lá o quê. Só não entendo por que teria de usar "não existe" se há uma só palavra para exprimir essa ideia. Ou por que dizer que um lugar está "zuado", se está uma balbúrdia. Ou seja, só há uma palavra para cada coisa. Ou, como diria Mario Quintana: "Confesso que até hoje só conheci dois sinônimos perfeitos: nunca e sempre."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena 4, divagações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por isso que às vezes o jornalismo me cansa com essa ideia de que só se podem usar "dizer" ou "afirmar" para declarações. E comentar, prometer, indagar, indicar, interpelar, sugerir, anunciar? Quando leio alguns textos de gente mais jovem e não menos lida percebo que às vezes falta a palavra exata para o que querem dizer. E não que nunca a tenham visto ou lido, mas porque raramente a usam. A palavra se perde.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena 5, conclusão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Possivelmente sou meio formal ou pernóstica (apesar de odiar essa palavra e seu significado). Mas não me importo. É bom ter uma ampla gama de palavras às quais recorrer para exprimir uma ideia com mais precisão. Prefiro ser antiquada a ser banal. &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6422161993541576596?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6422161993541576596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/05/palavras-para-dizer.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6422161993541576596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6422161993541576596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/05/palavras-para-dizer.html' title='Palavras para dizer'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-4750341236342192142</id><published>2010-05-03T08:54:00.001-07:00</published><updated>2010-05-03T11:08:19.607-07:00</updated><title type='text'>Um futuro sem leitores?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Qual não foi minha surpresa quando fui dar uma espiada no blog na noite de sexta e me deparei com o post da Dani, tratando do mesmo artigo que pensava em abordar como próximo tema. Só liguei o computador à noite porque havia lido o texto no ônibus, voltando do trabalho. E ele me tocou exatamente no mesmo trecho que chamou a atenção da Dani: "A questão mais funda e, no limite, sem resposta, é saber se no futuro haverá leitores de Kafka." Coincidências assim explicam por que somos amigas. O artigo de Hatoum também me fez lembrar de uma entrevista que Umberto Eco concedeu ao Sabático em 13 de março (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://migre.me/AUVL"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;http://migre.me/AUVL&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;), em que afirma, categórico: "Eletrônicos duram dez anos, livros duram cinco séculos." O tema da entrevista era o lançamento da obra "Não contem com o fim do livro", em que discute a perenidade da obra em papel. Para justificar sua certeza sobre a imortalidade do livro, Eco diz: "Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos?" Mais adiante, quando questionado sobre qual a diferença básica entre o conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca, ele diz: "Uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar. Já a internet é como o personagem Funes, de Jorge Luis Borges, cuja capacidade de memória era infinita, incapaz de selecionar o que interessa. Esse é o problema básico da internet: depende da capacidade de quem a consulta, da vivência pessoal." A resposta expõe uma inquietação que não deixa de ser semelhante à de Hatoum. No futuro, independentemente da sobrevivência do livro, haverá leitores de Kafka? Haverá pessoas com a capacidade de identificá-lo e com a vivência para nele reconhecer um grande escritor? Em resumo: no futuro, haverá leitores? &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(Leda Balbino)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-4750341236342192142?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/4750341236342192142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/05/um-futuro-sem-leitores_03.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4750341236342192142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4750341236342192142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/05/um-futuro-sem-leitores_03.html' title='Um futuro sem leitores?'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-8432607725973896349</id><published>2010-04-30T17:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T11:32:53.161-07:00</updated><title type='text'>Sobre o Kafka digital</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;O livro digital caiu no gosto da crítica. A mais nova li hoje de manhã no jornal O Estado de S. Paulo. A coluna de Milton Hatoum -- &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Livro – Um objeto Anacrônico&lt;/b&gt; questiona, assim como já fizemos em posts anteriores, o futuro das boas e velha páginas em papel. Interessante o olhar positivo que ele joga sobre o assunto: &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o texto na tela seria, para ele, apenas uma alternativa ao livro. O leitor compulsivo que viaja constantemente pode perfeitamente (e de uma forma compreensiva) abrir mão de carregar os pesados títulos que arrancam olhares de curiosidade dos passageiros ao redor. Afinal, isso cansa e pesa. O leitor que se delicia na busca por novos e próximos títulos em sua estante, porém, não abriria mão desse prazer por nada (esse é meu caso e parece ser o dele também). Em sua visão otimista, há espaço para os dois leitores: o do papel e o da tela. Diferentemente de alguns escritores (e até do que já dissemos aqui), Hatoum não se opõe ao livro digital – “afinal qualquer texto de Kafka, na tela ou no papel, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;será um texto de Kafka”. Refleti e concordei. Não importa como meu futuro filho irá ler Kafka – importa sim, que ele leia. E essa é uma pergunta mais profunda que, como Hatoum bem colocou, ainda não temos resposta. &lt;b&gt;(Daniela Diniz) &lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;O texto na íntegra de Milton Hatoum está em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100430/not_imp544881,0.php"&gt;http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100430/not_imp544881,0.php&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-8432607725973896349?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/8432607725973896349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/sobre-o-kafka-digital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8432607725973896349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8432607725973896349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/sobre-o-kafka-digital.html' title='Sobre o Kafka digital'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-3657376965440686031</id><published>2010-04-30T07:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T11:49:37.212-07:00</updated><title type='text'>Clarice mais uma vez</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S9smGt7ZSVI/AAAAAAAAAFY/pIo1VU29DjE/s1600/clarice.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 147px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S9smGt7ZSVI/AAAAAAAAAFY/pIo1VU29DjE/s400/clarice.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466004469594016082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;Segue abaixo mais um texto de Clarice Lispector que reencontrei nas andanças pelas agendas velhas. Só não o coloquei no post anterior porque é muito grande. Mas aí está.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;(Leda Balbino)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;“ – Escute-me, amigo, a lua está alta no céu. Você não tem medo? O desamparo que vem da natureza. Esse luar, pense bem, esse luar mais branco que o rosto de um morto, tão distante e silencioso, esse luar assistiu aos gritos dos primeiros monstros sobre a terra, velou sobre as águas apaziguadas dos dilúvios e das enchentes, iluminou séculos de noites e apagou-se em seculares madrugadas... Pense, meu amigo, esse luar será o mesmo espectro tranquilo quando não existirem mais as marcas dos netos dos seus bisnetos. Humilhe-se diante dele. Você apareceu um instante e ele é sempre. Não sofre, amigo? Eu... eu por mim não suporto. Doi-me aqui, no centro do coração, ter que morrer um dia e, milhares de séculos depois, indiferenciado em húmus, sem olhos para o resto da eternidade, eu, EU, sem olhos para o resto da eternidade... e a lua indiferente e triunfante, mãos pálidas estendidas sobre novos homens, novas coisas, outros seres. E eu Morto! – respirei profundamente – Pense, amigo. Agora mesmo ela está sobre o cemitério também. O cemitério, lá onde dormem todos os que foram e nunca mais serão. Lá, onde o menor sussurro arrepia um vivo de terror e onde a tranquilidade das estrelas amordaça nossos gritos e estarrece nossos olhos. Lá, onde não se têm lágrimas nem pensamentos que exprimam a profunda miséria de acabar”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(conto “Mais dois três bêbados” do livro “A Bela e a Fera”)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-3657376965440686031?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/3657376965440686031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/segue-abaixo-mais-um-texto-de-clarice.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3657376965440686031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3657376965440686031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/segue-abaixo-mais-um-texto-de-clarice.html' title='Clarice mais uma vez'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S9smGt7ZSVI/AAAAAAAAAFY/pIo1VU29DjE/s72-c/clarice.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-289414574047140326</id><published>2010-04-26T09:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T09:40:03.466-07:00</updated><title type='text'>A leitura como terapia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span class="maintext1"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Todo leitor é, quando lê, o leitor de si mesmo.” A frase de Marcel Proust resume perfeitamente a busca velada no ato de abrir um livro. Procuramos a nós. Buscamos o nosso íntimo, aquilo que somos, do que somos feitos. Qual matéria nos define. Redescubro reiteradamente essa verdade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;quando revisito agendas velhas, de um tempo quando havia tempo para minuciosa e cuidadosamente registrar frases, orações e trechos que falaram à minha alma. São tantos. E em alguns não me leio de todo: apenas prevejo algo que nem sei bem de mim. A mais recente incursão aconteceu na noite de sábado, depois de descobrir que neste mês Clarice Lispector completaria 90 anos se estivesse viva (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://migre.me/zoVx"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;http://migre.me/zoVx&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;). Revirei páginas e páginas à procura das palavras que em mim se disseram. E essa busca nunca é vã. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(Leda Balbino)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: ‘você fica com o livro por quanto tempo quiser’. Entendem? Valia mais do que me dar o livro: ‘pelo tempo que eu quisesse’ é tudo que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer” &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(Clarice Lispector/ conto: Felicidade Clandestina - livro homônimo)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Amizade é matéria de salvação” &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(conto: Uma Amizade Sincera – livro: “Felicidade Clandestina”)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“A prece profunda não é aquela que pede, a prece mais profunda é a que não pede mais” &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(conto: Os Desastres de Sofia – livro: Felicidade Clandestina)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Tudo se entrelaçou, confundiu-se dentro de mim e eu não saberia precisar se meu desassossego era o desejo de Daniel ou a ânsia de procurar o novo mundo descoberto. Porque despertei simultaneamente mulher e humana” &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(conto: “Obsessão” – livro: “A Bela e a Fera”)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“’Una Furtiva Lacrima’ fora a única coisa belíssima em sua vida. Enxugando as próprias lágrimas tentou cantar o que ouvira. Mas a sua voz era crua e tão desafinada como ela mesma era. Quando ouviu começara a chorar. Era a primeira vez que chorava, não sabia que tinha tanta água nos olhos. Chorava, assoava o nariz sem saber mais por que chorava. Não chorava por causa da vida que levava: porque, não tendo conhecido outros modos de viver, aceitara que com ela era ‘assim’. Mas também creio que chorava porque, através da música, adivinhava&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;talvez que havia outros modos de sentir, havia existências mais delicadas e até um certo luxo de alma” &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(livro: A Hora da Estrela)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Enquanto isso as nuvens são brancas e o céu é todo azul. Para que tanto Deus. Por que não um pouco para os homens” &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(livro: A Hora da Estrela)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui” &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(livro: A Hora da Estrela)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-289414574047140326?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/289414574047140326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/leitura-como-terapia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/289414574047140326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/289414574047140326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/leitura-como-terapia.html' title='A leitura como terapia'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-4565540135972085778</id><published>2010-04-12T14:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T14:31:47.205-07:00</updated><title type='text'>A escrita como terapia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Dizem que escrever é terapêutico. Li que até há cursos em que a escrita é o recurso para o autoconhecimento. Acho que esse é um dos motivos para eu escrever. Muitas vezes o faço para desabafar, para tentar verbalizar o que é intangível, inalcançável e, paradoxalmente, indescritível. Muitas vezes o faço para tentar exprimir em palavras o que nem sei bem de mim. Seguem abaixo dois textos que escrevi no ano passado com uma diferença de dois meses entre si. Eles são o retrato do que vivi e vivo ainda hoje. Eles são meu desabafo. E ao expô-los aqui neste blog me lembro de versos de Carlos Drummond de Andrade: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Não, meu coração não é maior que o mundo/ É muito menor./ Nele não cabem nem as minhas dores./ Por isso gosto tanto de me contar./ Por isso me dispo,/ por isso me grito,/ por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:/ preciso de todos.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;A mão nua&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Já se passou uma semana, mas não há como se acostumar com a nudez da mão. O roçar dos dedos sente a ausência daquilo que não está, daquilo que virou hábito com o passar do tempo. E agora só parece haver a mão rendida ao vazio, a falta de um vínculo circular, sem começo nem fim, com o outro. A mão nua representa uma quase morte, não de uma pessoa em si, mas de um sentimento, uma promessa, uma intenção. Parece também quase sepultar uma história, construída apesar dos tropeços, das dificuldades, dos desafios – ou, na verdade, exatamente pela mescla destes com as alegrias, realizações, conquistas. A mão nua anda agora sozinha.Não há mais o entrelaçar de dedos. Não há mais os afagos sem permissão.Tudo nela é contido. O gesto para alcançar. O aceno do adeus. A vontade de tocar. A outra mão às vezes vem em seu auxílio, repousa sobre ela para encobrir a nudez, evitar revelar sua vergonha. Que fracasso é esse tão absurdo que causou a perda de algo antes tão familiar? Há ainda como revertê-la? Há alguma chance de recuperar a aliança perdida?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;A mão nua 2&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;A mão continua nua. Mas ela já se acostumou com a ausência. Quem teima em não aceitá-la é o coração, que ainda há pouco acreditava no retorno.&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia, serif;"&gt; &lt;/span&gt;Mas a boca que ainda desejo repetidas vezes já me disse não. Então já é mais do que tempo de me convencer que o abraço que às vezes ainda me enlaça é um engano. Que o olhar carinhoso apenas mente. Que a mão em minha direção já não me pertence. Preciso vivenciar esse luto com a verdadeira ausência. Essa presença que mantém uma rotina antiga só prolonga a esperança de que tudo voltará a ser como era. Mas não será. Tudo mudou, e já faz tempo. É tempo de reconhecê-lo. De recolher os pedaços, erguer-se e seguir um novo caminho. Quanto mais espero mais é longa a saudade, a esperança vã. A mão já não sente a ausência. Há de se dar tempo ao coração. &lt;b&gt;(Leda Balbino)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-4565540135972085778?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/4565540135972085778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/escrita-como-terapia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4565540135972085778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4565540135972085778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/escrita-como-terapia.html' title='A escrita como terapia'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-7954105794864833846</id><published>2010-04-09T15:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T15:35:36.149-07:00</updated><title type='text'>O vocabulário da nova geração</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Semana passada, fui jantar com a Leda no nosso restaurante preferido: a Mercearia do Francês, ali em Higienópolis. Depois de colocar a conversa em dia, passamos ao momento literário da noite. Coisas do tipo: o que você está lendo, o que tem escrito, percepções e descobertas da literatura. Foi então que nos deparamos com uma realidade comum: o nosso vocabulário está hoje para a nova geração quase como o vocabulário de Machado de Assis estava para nós quando lemos Dom Casmurro pela primeira vez. Sim, os jovens de hoje – entre 18 e 25 anos, integrantes da chamada Geração Y, têm um jeito próprio de se comunicar: abreviações, gírias e neologismos fazem parte do seu vocabulário. Parecem desconhecer sinônimos belos das palavras mais simples. Ao ouvir algumas palavras como “balbúrdia” , “inexiste” , “irascível” (pronunciadas por nossa amiga Leda Balbino), ou uma simples “pujança”, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;os olhares saltam. Nunca nenhum deles ouviu tais palavrões (com o perdão do trocadilho). Ou então, ouviu, mas nunca usou. Para nós, soa uma pouco limitado. Para eles, soamos antiquadas. Afinal, o vocabulário é vivo e se renova com o tempo. O&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;interessante, nesse encontro de gerações, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;é aprender com os novatos . Seria interessante também se eles gostassem de aprender conosco (hum, conosco também parece coisa do passado!) Desconhecer algumas palavras só não é tão cruel quanto derrapar no uso delas. E aí não é apenas um problema de geração, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;mas um problema de formação. Os exemplos mais básicos encontramos ao nosso lado, entre os próprios jornalistas . Quer alguns? "Namorar com fulano (no lugar de namorar fulano); "Há cinco anos atrás" (quando o há dispensa qualquer tempo), "&lt;span style="font-family:Symbol;mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Quer que pego para você? (ai, essa dói..mas ouvimos tanto); Isso fica entre eu e ela (no lugar de mim e ela).  E nosso jantar acabou em risadas, lembrando das novas palavras dos jovens, dos erros mais comuns de nosso português e dos mestres Guimarães e Pessoa, que ousavam em seus vocabulários – mas (e só porque) os dominavam como ninguém. &lt;b&gt;(Daniela Diniz)&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-7954105794864833846?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/7954105794864833846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/o-vocabulario-da-nova-geracao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7954105794864833846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7954105794864833846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/04/o-vocabulario-da-nova-geracao.html' title='O vocabulário da nova geração'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-4616789872482523932</id><published>2010-03-25T12:49:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T12:54:38.184-07:00</updated><title type='text'>Reinauguração</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;Saí do meu antigo emprego &lt;u1:personname st="on" productid="em novembro. Comecei"&gt;em novembro. Comecei&lt;/u1:personname&gt; no meu novo emprego &lt;u1:personname st="on" productid="em dezembro. Voltei"&gt;em dezembro. Voltei&lt;/u1:personname&gt; ao meu casamento e o desmanchei em inúmeras vezes nos últimos meses. Sofri e desesperei-me, alegrei-me e trabalhei duro para mostrar serviço no admirável mundo novo da internet. E entre tantos sobressaltos e descompassos, confesso, chegando finalmente ao lead: deixei a literatura um pouco de lado, os livros sem instantes, o blog para depois. Mas este sempre chega. E me veio à noite, mais precisamente de madrugada, depois de rascunhar uma matéria que pretendo escrever mais com a pena do que com o teclado. Pena pela história do outro e pelo som que ela faz ao arrastar-se sobre o papel, &lt;u1:personname st="on" productid="em confidência. Que"&gt;em confidência. Que&lt;/u1:personname&gt; vida há mais do que expormos a nossa própria, do que humanizarmos a do outro pondo-nos em seu lugar? Posso fazer as duas. Com o blog, a minha. Com a minha profissão, a do outro. Pretendo prometer que não mais deixarei esse blog de lado, pela sanidade da minha. Pela volúpia de contar-me, expor-me aos olhares dos outros. O que é a literatura, além disso? O que é a literatura além da nudez explícita do que somos, de quem somos, do que podemos ser? Palavras, sou-lhes, na liberdade da construção antigramatical de Fernando Pessoa. Palavras, sejam-me.&lt;b&gt;(Leda Balbino)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-4616789872482523932?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/4616789872482523932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/03/reinauguracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4616789872482523932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4616789872482523932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/03/reinauguracao.html' title='Reinauguração'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-5645528138820502996</id><published>2010-02-01T12:07:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T12:39:03.620-08:00</updated><title type='text'>Luto Argentino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S2c7OcGA29I/AAAAAAAAAEc/BeIyEMoDse4/s1600-h/eloy-martinez2+(1).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 362px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S2c7OcGA29I/AAAAAAAAAEc/BeIyEMoDse4/s400/eloy-martinez2+(1).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433376594691414994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre olhei a Argentina com olhos de admiração. Simplesmente porque nosso vizinho tem vocação para a cultura e para a sensibilidade. Das tirinhas inteligentes de Mafalda à música genuína de Mercedes Sosa. Falo da Argentina porteña, do tango das ruas, do labirinto de Borges e das fantásticas histórias de Cortázar. Por tudo isso e por algo que nem sempre podemos racionalizar Buenos Aires me encanta. E por tudo isso, fiquei triste hoje ao saber da morte do jornalista/escritor&lt;b&gt; Tomás Eloy Martinez&lt;/b&gt;, autor, entre outros de Santa Evita, o romance argentino mais traduzido na história. Não li -- ainda &lt;b&gt;Santa Evita&lt;/b&gt;. Descobri Martinez por um romance de muito menos expressão -- &lt;b&gt;O Cantor de Tango&lt;/b&gt;. Ao folhear a primeira página do livro, encontro algo do gênero: Buenos Aires para mim é literatura. Comprei o livro imediatamente. Pois é isso que Buenos Aires e o cheiro de seus cafés representam para mim: literatura. &lt;b&gt;O Cantor de Tango &lt;/b&gt;não está entre os livros preferidos mas conheci Tomas Eloy por ele. E só isso valeu a pena. Pude ler várias de suas entrevistas mais tarde e alguns de seus textos. Só constatei que a Argentina era dona de mais um escritor talentoso. E mais uma vez, de luto, enterra um pouco da sua história. (&lt;b&gt;Daniela Diniz)&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;ps: leia post de Ariel Palacios e uma entrevista maravilhosa com Tomas Eloy em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;a href="http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios/"&gt;http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-5645528138820502996?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/5645528138820502996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/02/luto-argentino.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5645528138820502996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5645528138820502996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2010/02/luto-argentino.html' title='Luto Argentino'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S2c7OcGA29I/AAAAAAAAAEc/BeIyEMoDse4/s72-c/eloy-martinez2+(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-883833797349951929</id><published>2009-12-01T22:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T22:13:29.116-08:00</updated><title type='text'>Amor de irmão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou irmã do meio, o miolo entre um irmão mais velho e uma irmã mais nova. E, como todo mundo que tem irmãos, já passei por algumas fases da vida de dividir o cargo de irmã mais nova e mais velha ao mesmo tempo, o que me fez pensar nesse texto há algum tempo. Passei pela fase do medo, do descobrimento, do compartilhamento, da raiva, do descaso,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;do cuidado e da admiração. Vivi cada uma delas – às vezes de forma intensa; outras, descompromissada. Dividi casa de pai e mãe com irmãos; dividi um apartamento só com eles; dividi por quase a vida toda um quarto com minha irmã. Dividi bons momentos da minha vida ao lado deles. Momentos que voltam de forma tão simples e tão fácil. Basta uma palavra e um mundo de recordações nos toma. Reunião de irmãos é encontro de lembranças. E isso faz tão bem à alma. Eu encontrei meus irmãos outro dia, num feriado de sol e como falamos bobagens. Reunião de irmão não precisa de pauta para ter assunto. O passado rende pelo presente. E foi assim. Rimos daquilo que vivemos juntos e dividimos juntos. Irmãos nos tornam múltiplos sendo nós apenas únicos. Eles carregam um pouco do que fomos e daquilo que vamos ainda ser. Ter irmão é conhecer da melhor forma o sentido da palavra cumplicidade. Pois são muitas as pessoas que passam &lt;st1:personname productid="em nossas vidas. Muitas" st="on"&gt;em  nossas vidas. Muitas&lt;/st1:personname&gt; as que entram e vão embora e até as que entram e ficam para sempre. Mas os irmãos não. Eles não entram em nossas vidas. Eles nascem com a gente. E, por mais que se distanciem nas rotas do mundo, a história os unirá para a eternidade. E isso é o mesmo que unir as duas pontas da vida. &lt;b&gt;(&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Daniela Diniz" st="on"&gt;&lt;b&gt;Daniela Diniz&lt;/b&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;b&gt;) &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-883833797349951929?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/883833797349951929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/12/amor-de-irmao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/883833797349951929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/883833797349951929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/12/amor-de-irmao.html' title='Amor de irmão'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-2372009195347883898</id><published>2009-11-24T07:10:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T07:25:08.744-08:00</updated><title type='text'>Os próximos títulos</title><content type='html'>Entre novembro e dezembro, preciso arrumar espaço na estante para guardar mais livros. Explico: novembro é mês do meu aniversário e dezembro, claro, é Natal. No último domingo, ganhei quatro novos títulos: Contos da Vida como Ela é, do singular &lt;b&gt;Nelson Rodrigues;&lt;/b&gt; Grande Sertão: Veredas, do mestre &lt;b&gt;Guimarães Rosa&lt;/b&gt;; O Compromisso, da recém Nobel &lt;b&gt;Herta Müller&lt;/b&gt; e, da amiga das palavras, Leda Balbino, ganhei um "pequeno" volume de 800 páginas de &lt;b&gt;Vargas Llosa&lt;/b&gt;: Conversa na Catedral. Adorei todos. Ler Nelson Rodrigues é sempre um prazer, um momento de diversão. Conhecer a vencedora do Nobel é quase um dever para quem gosta de literatura. Abrir o chamado "o" livro de Guimarães é conhecer e se transportar para um novo mundo de cenários e de e de palavras. E Llosa? Ah..sim, esse eu preciso conhecer melhor. Aos 32 anos, recém completados, eu só conheço as belas frases de seus artigos. Leda me convidou a ir além. Diante de tantas palavras ainda escondidas, difícil vai ser escolher qual título irá substituir o delicioso romance de &lt;b&gt;Erico Verissimo, &lt;/b&gt;O Resto é Silêncio, que estou lendo. Em breve, conto para vocês qual deles me buscou na estante. &lt;b&gt;(Daniela Diniz)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-2372009195347883898?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/2372009195347883898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/11/os-proximos-titulos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2372009195347883898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2372009195347883898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/11/os-proximos-titulos.html' title='Os próximos títulos'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6508509849686984087</id><published>2009-10-27T14:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T14:41:33.969-07:00</updated><title type='text'>As respostas de Llosa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O ensaio de &lt;b&gt;Mario Vargas Llosa&lt;/b&gt; (Em Defesa do Romance) na última edição da &lt;b&gt;Piauí&lt;/b&gt; foi um dos melhores textos que já li nos últimos meses.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Um alívio para os olhos infectados depois da última reportagem rasa e estúpida da &lt;b&gt;Galileu&lt;/b&gt;. Lá, além de um texto delicioso, encontrei várias respostas para nossas últimas indagações presentes aqui. Ele defende – não só o romance – mas a literatura em geral. Defende, sobretudo, as palavras. Sabe aquela história de que ler um livro não é mais fundamental? Llosa tem uma resposta à altura: &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“Uma pessoa que não lê, ou que lê pouco, ou que lê apenas porcarias, pode falar muito, mas dirá sempre poucas coisas, porque para se exprimir dispõe de um repertório reduzido e inadequado de vocábulos. Não se trata apenas de um limite verbal; é, a um só tempo, um limite intelectual e de horizonte imaginário, uma indigência de pensamentos e de conhecimentos, porque as ideias, os conceitos, mediante os quais nos apropriamos da realidade e dos segredos da nossa condição, não existem dissociados das palavras, por meio das quais as reconhece e define a consciência. Aprende-se a falar com precisão, com profundidade, com rigor e agudeza, graças à boa literatura, e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;apenas graças a ela.” &lt;/i&gt;Depois disso tudo, dá vontade de calar. Eu não precisaria ler mais nada mas o ensaio não acaba aí. Ele também tem uma resposta magnífica para a discussão sobre a morte do livro pela tecnologia. “Pode o monitor substituir o livro em todos os casos, como afirma o criador da Microsoft? Não estou seguro disso. Digo isso sem negar, de modo algum, a revolução que no campo das comunicações e da informação representou o desenvolvimento de novas técnicas (...); mas daí a admitir que a tela eletrônica possa substituir o papel no que concerne às leituras literárias há uma lacuna que não consigo preencher. Simplesmente não sou capaz de aceitar a ideia de que a leitura não funcional nem prática, a que não busca uma informação nem uma comunicação de utilidade imediata, possa conviver na tela de um computador com o sonho e com a fruição da palavra, gerando a mesma sensação de intimidade, a mesma concentração e o mesmo isolamento espiritual do livro.” &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Enquanto o livro representar sonho, intimidade e provocar o isolamento fundamental, ele viverá, independentemente de telas frias, objetivas e públicas. Foi a melhor resposta que encontrei para o atual dilema, que me deixou sem mais palavras. &lt;b&gt;(Daniela Diniz)&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6508509849686984087?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6508509849686984087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/as-respostas-de-llosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6508509849686984087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6508509849686984087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/as-respostas-de-llosa.html' title='As respostas de Llosa'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6637094110293642933</id><published>2009-10-23T06:54:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T07:11:33.154-07:00</updated><title type='text'>A Poesia, por Ferreira Gullar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SuG378zI-JI/AAAAAAAAAEU/eoLspIeTHuQ/s1600-h/ferreira-gullar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SuG378zI-JI/AAAAAAAAAEU/eoLspIeTHuQ/s400/ferreira-gullar.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395796069127354514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  border-collapse: collapse; font-family:arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Antes de escolher o jornalismo, as palavras me escolheram, e foram elas, por fim, que me incitaram o desejo de ter como ofício a escrita nas redações. Sempre li os jornais de trás para frente, pois, além da literatura, o que sempre me interessou mais foi a área de internacional - na qual trabalho há quase sete anos. Mas sempre fica essa ponta de dúvida se não seria mais feliz cobrindo cultura em um caderno ou revista quaisquer. Essa vontade me bateu novamente no dia 16, quando li o número 2 do semanal &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Outlook&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;, do novo jornal &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Brasil Econômico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;. Textos bem escritos, temas menos áridos do que os conflitos afegão, iraquiano e entre Israel e palestinos, e como desfecho uma entrevista-pérola com o poeta &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Ferreira Gullar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;. Deve ser uma experiência interessante entrevistar um escritor. Você não precisa ter um conhecimento prévio do ano histórico da assinatura histórica de um acordo histórico para a paz mundial. Basta saber a vida daquele autor, ter-se deliciado previamente com algumas de suas obras e deixar à flor da pele a sensibilidade necessária para saber ouvir alguém de sensibilidade ímpar. No meio da entrevista, a repórter faz a pergunta inusitada, incomum, surpreendente até: "Você se comove?" A um político, para quem poderia soar como pueril ou intrometida, a questão parece improvável, mas para esse poeta - e essa entrevista - foi imprescindível. "Se eu me comovo? Não faço outra coisa na vida a não ser me comover. Tenho de me segurar, eu não quero ser desintegrado pela emoção, ela não é uma coisa boa. O (poeta inglês) TS Elliot dizia que escrevia para se livrar da emoção. Porque ela vulnerabiliza. A poesia é para trazer alegria, não provocar emoção", respondeu. Não contente, a jornalista voltou à carga: "Mas a gente pode se emocionar, pode chorar lendo um poema..." Ao que Gullar foi categórico: "Não é o poema que comove, é a lembrança que ele provoca. O que o poeta faz é a alquimia do sofrimento em alegria. Nenhum poeta escreve para fazer sofrer, quem diz isso diz mentira. A poesia não foi feita para torturar, para magoar ninguém. Quando alguém força para provocar o choro é outra coisa, é dramalhão, sentimentalismo, não é poesia. A poesia é alegria estética." &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;(Leda Balbino)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6637094110293642933?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6637094110293642933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/poesia-por-ferreira-gullar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6637094110293642933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6637094110293642933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/poesia-por-ferreira-gullar.html' title='A Poesia, por Ferreira Gullar'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SuG378zI-JI/AAAAAAAAAEU/eoLspIeTHuQ/s72-c/ferreira-gullar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-2188004275402244466</id><published>2009-10-23T06:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T06:53:25.672-07:00</updated><title type='text'>O Fim do Livro 2</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; font-size: medium; "&gt;Uma pesquisa realizada pelos organizadores da 61ª Feira do Livro de Frankfurt, que ocorreu entre os dias 14 e 18 deste mês, vaticinou: o livro digital superará o impresso em meros nove anos – precisamente, 2018. A previsão foi feita a partir de consultas com editores, livreiros, escritores e jornalistas, majoritariamente europeus, num total de 840 pessoas. A crise econômica, segundo os entrevistados, seria o principal estimulante para a mudança, por causa do alto custo da produção do modelo em papel. Ou seja, pode ser que, até 2018, “à medida que os fundos de catálogo passem a ser oferecidos eletronicamente, o digital ultrapasse o papel em termos de importância econômica para as editoras”, disse a diretora editorial da brasileira Record, Luciana Villas-Boas, em relação especificamente aos EUA e a alguns países da Europa&lt;span&gt; &lt;/span&gt;(&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091014/not_imp450117,0.php" target="_blank" style="color: rgb(42, 93, 176); "&gt;http://www.estadao.com.br/&lt;wbr&gt;estadaodehoje/20091014/not_&lt;wbr&gt;imp450117,0.php&lt;/a&gt;). Mas a aposta não é a mesma em relação ao Brasil. Num país de muitos iletrados, analfabetos funcionais e marginalizados digitais, seria até mesmo muito otimismo pensar que os leitores substituiriam um modelo pelo outro. Aqui independe do meio –&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;virtual ou real – o fato de quase não se ler. &lt;b&gt;(Leda Balbino)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-2188004275402244466?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/2188004275402244466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/o-fim-do-livro-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2188004275402244466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2188004275402244466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/o-fim-do-livro-2.html' title='O Fim do Livro 2'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-2392840685228497419</id><published>2009-10-13T12:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T12:24:19.730-07:00</updated><title type='text'>Será o Fim do Livro?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/StTTGSQtjsI/AAAAAAAAAEM/dtBNZSr0T1A/s1600-h/kindle2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/StTScHMY20I/AAAAAAAAAEE/t5OHTblSJtE/s1600-h/livros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392166034278505282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/StTScHMY20I/AAAAAAAAAEE/t5OHTblSJtE/s400/livros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A&lt;strong&gt; Época&lt;/strong&gt; afirma em sua capa desta semana: "O último livro que você vai comprar." A foto que justifica a afirmação é a de um Paulo Coelho sorridente, segurando um Kindle. Trocando em miúdos: o escritor-esotério-sucesso-mundial tem nas mãos o livro eletrônico (e-book) da Amazon, cuja venda fora dos EUA (para mais de 100 países) começou neste mês. Com espessura de uma revista e as dimensões de um livro impresso tradicional, o aparelho possui capacidade de armazenamento de até 1.500 obras. Ou seja, se você se dispuser a pagar mais de R$ 1.000 pelo suporte e US$ 14 pelo download de cada um dos arquivos que quiser, será possível ter sua própria biblioteca portátil, com mecanismo de busca e espaço para anotação, para acesso quando quiser. Nada de folhear de páginas, de amarelar de folhas com o tempo, do cheiro de livro velho ou novo, de capa dura ou brochura, de diferentes tipos de edição... qualquer obra, seja &lt;strong&gt;Os Lusíadas, Don Quixote ou Dom Casmurro&lt;/strong&gt;, terá como base o Kindle e sua tinta eletrônica (de leitura mais confortável, porque não emite luz própria). Então, será o fim do livro impresso? Considerando-se que, assim como os aparelhos de DVD e celular, o tempo e a demanda tendem a baixar o preço, é possível dizer que sim. O que ainda me deu a esperança de que continuarei por algum tempo sentindo a diferença de peso em minhas mãos de um livro de 100 páginas e um de 500 (o Kindle tem imutáveis 290 gramas) foi a pequena que vi no domingo, na livraria Nobel. Com uns 2 anos, um vestido rosa e branco e fitinhas no cabelo, ela corria feliz pela livraria com um pequeníssimo volume compatível com suas mãos diminutas. Sua mãe explicou: "Ela adora livros. Não pode ver uma livraria, que fica louca." Será o Kindle capaz de estimular tal paixão?&lt;strong&gt; (Leda Balbino) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-2392840685228497419?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/2392840685228497419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/sera-o-fim-do-livro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2392840685228497419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2392840685228497419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/sera-o-fim-do-livro.html' title='Será o Fim do Livro?'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/StTScHMY20I/AAAAAAAAAEE/t5OHTblSJtE/s72-c/livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6489394762853852756</id><published>2009-10-06T14:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T14:38:03.924-07:00</updated><title type='text'>Apologia à ignorância</title><content type='html'>A chamada de capa da revista&lt;strong&gt; Galileu&lt;/strong&gt; deste mês declara: Livre-se das velhas ideias. Ao ler a reportagem, a sensação que dá é que o repórter buscou – em cada prévia afirmação – uma fonte do contra. E isso, cá entre nós jornalistas, sempre vai existir. Quer provar que água não é essencial? Alguém no planeta vai comprar sua tese e você irá garantir suas aspas. E foi esse o caminho que a revista seguiu. E por esse caminho, ela estampa – também em sua capa – que ler livros, meus caros, não é fundamental. Sim, num país de não leitores, um veículo que vive de (desculpe a repetição) leitores declara que “ler um livro da primeira à última página não é uma virtude. É melhor passar o olho pelo título e a orelha, pular as páginas ou deixá-lo pela metade, dizer que leu rapidamente tudo e ainda ter discussões filosóficas sobre seu conteúdo”. Abaixo da grande descoberta, a revista publica ainda que no Brasil apenas 20% dos alunos da 8ª série e 24% do último ano do Ensino Médio têm notas satisfatórias de leitura. O que será que ela quis dizer com isso? Corroborar sua tese? Elogiar a fraca leitura no país? Seja qual tenha sido a intenção da revista, suas teses brilhantes não param por aí. Na mesma página, logo abaixo, ela cita uma outra “velha ideia” que deve ser derrubada: o gerundismo. Para eles, falar a língua do telemarketing está correto. Alguém provou que o gerundismo é uma estrutura correta e normal do português no Brasil. Engraçado que eu não lembro de ter aprendido isso no colégio. Será que as escolas hoje ensinam seus alunos a “estarem pensando” dessa forma? Sabe qual a justificativa da fonte citada para podermos usar e abusar sem peso na consciência do gerundismo? O futuro soa arrogante e autoritário! Sejamos, portanto, incultos para não parecermos arrogantes. Num mundo em que a leitura não é fundamental, falar corretamente passa a ser coisa de gente esquisita. Isso sim parece fazer sentido. &lt;strong&gt;(Daniela Diniz) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6489394762853852756?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6489394762853852756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/apologia-ignorancia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6489394762853852756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6489394762853852756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/10/apologia-ignorancia.html' title='Apologia à ignorância'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-7058468541621861275</id><published>2009-09-30T13:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T13:33:44.743-07:00</updated><title type='text'>Um lugar de destaque para O Último Leitor</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SsPAceV9u1I/AAAAAAAAAD0/GcoXiz07Plw/s1600-h/leitor.jpg"&gt;&lt;/a&gt; Lucio, protagonista de O&lt;strong&gt; Último Leitor&lt;/strong&gt;, romance do mexicano &lt;strong&gt;David Toscana&lt;/strong&gt;, é um leitor voraz e um crítico ácido dos livros que passam por sua biblioteca na pobre e seca Icamole. Se o livro passa pelo seu crivo, a ele é reservado um lugar nas estantes. Se a leitura o desagrada, vai direto para o inferno, como ele chama um depósito subterrâneo cheio de baratas. Ao inferno são condenados os intelectuais que se gabam de sua literatura de gabinete, sem conhecer a vida real. Também censura os escritores que se apegam a descrições desnecessárias, comparativos esdrúxulos ou histórias batidas, como professores de literatura cinqüentões que se envolvem com suas alunas de vinte. Despreza os gringos, os espanhóis e prefere os escritores a escritoras. Lucio tem muita razão no que diz, o que faz de O&lt;strong&gt; Último Leitor&lt;/strong&gt; um livro interessantíssimo sobre a crítica da própria literatura, a condução da leitura pelo seu principal alvo, o leitor, e a análise de escritores mais preocupados com prêmios e formas do que com histórias de vida. Lucio é pobre também, habitante de uma cidade em que as pessoas estão mais preocupadas com água do que com livros, e não fala francês, mas é dono de uma sabedoria suficiente para prender o leitor até a última página de seu, podemos dizer assim, livro. &lt;strong&gt;(Daniela Diniz)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, algumas críticas extraídas da análise de Lucio, por David Toscana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A palavra horror é uma ilusão do escritor, pretende criar uma tensão inexistente, porque é óbvio que o negro não vai morrer, tudo é tão óbvio: os brancos falam de uma rameira e o negro menciona Deus, os brancos bebem Bourbon e o suor do negro nem fede. Lucio retorna a sua escrivaninha e abre o livro na última página para confirmar a lição de moral que já estava esperando.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tomou cuidado para que fosse um romance recente pois estes não se preocupam mais em descrever os detalhes de um prato, a menos que sejam de escritoras ou, pelo menos, de algum latino-americano que no começo acreditou que a literatura corrigia males sociais e como passar dos anos preferiu entreter senhoras de sapatos de verniz que lhe pediam autógrafos entre lisonjas e bajulação e amor pelo que é estrangeiro, porque um dia fui povo, minhas senhoras, mas agora sou afrancesado ou germanista ou bulgarista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O narrador se sentava à mesa e dizia: Sara escolheu uma esplêndida garrafa de Château Certan-Marzelle 98 para acompanhar a salada périgourdine, a coccotte de porc à l’ananas e o brie de Coulommiers, e como sobremesa mandou que fossem servidos crepes aux moules preparados com um magnífico vin de paille. Essas linhas e a descrição que seguia sobre mais quitutes e garrafas e vocábulos em itálico não provocaram a menor reação em seu estômago. Para mim, com esses nomes estrangeiros, dá na mesma se estão de comida ou de peças de reposição para uma máquina....censurou o romance na página 39”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tempos atrás Lucio fez uma experiência: enquanto lia Olhos insones, usou um pincel para passar mel nos parênteses e travessões que tanto usam certos autores com o propósito de subordinar ou intrincar as frases. Para Lucio, esses símbolos são concessões que a gramática faz aos escritores canhestros, aqueles que não atinam com o modo de encadear as frases de maneira natural, lisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você sabia que de cada 28 páginas só uma é lida? Porque existem livros que são dados para gente que não lê, porque caem numa biblioteca sem usuários, porque são adquiridos para fazer volume numa estante, porque são dados na compra de outro produto, porque o leitor perde o interesse desde o primeiro capítulo, porque nunca saem do depósito do impressor, porque os livros também são comprados por impulso.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-7058468541621861275?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/7058468541621861275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/um-lugar-de-destaque-para-o-ultimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7058468541621861275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7058468541621861275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/um-lugar-de-destaque-para-o-ultimo.html' title='Um lugar de destaque para O Último Leitor'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6584973238681484462</id><published>2009-09-29T14:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T14:03:09.839-07:00</updated><title type='text'>Herança</title><content type='html'>&lt;p class="x_MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;Encontro velhos escritos em uma agenda velha. Escritos meus, escritos de outros, palavras que moldaram minha alma daquele tempo e deixaram ressonâncias na de hoje. Lendo-as agora, com olhos já não de antes, percebo o quanto determinaram meus passos e sonhos, minhas pretensões. Minha alma é, de certa forma, a dos escritores que tanto falaram a ela, tanto a inspiraram, encravando em minha mente sua forma particular de ver o mundo e de atuar nele. Sou todas essas palavras que li e imensamente amei, ao ponto de reproduzi-las letra a letra, sílaba a sílaba, ao lado de palavras minhas em agendas em que relatava meus dias. As incorporei aos meus gestos, à minha maneira de agir no mundo e com o próximo. As tomei ao pé da letra na forma como tentei construir minha carreira e na forma como tantas vezes ainda projeto sonhos de antes para o futuro. Esses escritores que tanto me inspiraram e inspiram são uma herança sagrada para aquela que ainda serei. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Leda Balbino)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6584973238681484462?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6584973238681484462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/heranca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6584973238681484462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6584973238681484462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/heranca.html' title='Herança'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-563603979278950111</id><published>2009-09-24T14:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T14:24:35.759-07:00</updated><title type='text'>O idioma de Mia Couto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SrvjgYMQbCI/AAAAAAAAADs/WuC4wriZbpM/s1600-h/missangas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385147924840737826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SrvjgYMQbCI/AAAAAAAAADs/WuC4wriZbpM/s400/missangas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mia Couto tece palavras. E elas são tantas, e eu tão pouca, que preciso reler trechos, voltar a parágrafos inteiros, para me inteirar de seus sentidos vários. É poesia em prosa, como poucos conseguem escrever. É prosa poética, como talvez só algumas línguas possam permitir. São palavras que merecem a demorada contemplação. "Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo", disse &lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt; sobre sua escrita, mas bem se referia também a escritores como Mia, que com seu português moçambicano cria um idioma próprio, inspirado na tradição de&lt;strong&gt; Guimarães Rosa&lt;/strong&gt; de inventar neologismos e deixar impressa a língua falada do povo. Testemunhei isso no primeiro livro que dele li, &lt;strong&gt;Terra Sonâmbula&lt;/strong&gt;. E volto a confirmá-lo agora, com os 29 contos de &lt;strong&gt;O Fio das Missangas&lt;/strong&gt;. São de uma beleza singular as curtas histórias que narra, algumas trágicas, outras cômicas. São sensíveis retratos da gente marginalizada e esquecida de Moçambique, mas com a angústia e alegria universais de todos os povos da Terra. O idioma Mia Couto faz bem para a alma. &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Envelhecer é ser tomado pelo tempo, um modo de ser dono do corpo. E eu nunca amei o suficiente. Como a pedra, que não tem espera nem é esperada, fiquei sem idade" &lt;strong&gt;(conto: O cesto) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Regressava a horas, entrava em casa pelas traseiras para não chorar ante os olhos sofridos de minha mãe. Minha fatia de tristeza era uma ofensa perante as verdadeiras e inteiras mágoas dela" &lt;strong&gt;(conto: Meia culpa, meia própria culpa) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Quando ele me dirigiu palavra, nesse primeiríssimo dia, dei conta de que, até então, nunca eu tinha falado com ninguém. O que havia feito era comerciar palavra, em negoceio de sentimento. (...) Lembro desse encontro, dessa primogénita primeira vez. Como se aquele momento fosse, afinal, toda minha vida. Aconteceu aqui, nesse mesmo pátio em que agora o espero. Era uma tarde boa para a gente existir. O mundo cheirava a casa. (...) Vez e voz, os olhos e os olhares. Ele, em minha frente, todo chegado como se a sua única viagem tivesse sido para a minha vida" &lt;strong&gt;(conto: A despedideira) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Meu peito era um rio lavado, escoado no estuário do choro" &lt;strong&gt;(conto: A despedideira) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Não sou velho, é verdade. Mas fui ganhando muitas velhices" &lt;strong&gt;(conto: O fio e as missangas) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Meu coração sapateia, desentendido. Pudesse haver silêncio feito de gente estar calada. Mas esse silêncio não há" &lt;strong&gt;(conto: O fio e as missangas) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Desculpe-me, Cristo: esplendoroso é o que sucede, não o que se espera" &lt;strong&gt;(conto: Os olhos dos mortos) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Venâncio estava na violência como quem não sai de seu idioma. Eu estava no pranto como quem sustenta a sua própria raiz. Chorando sem direito a soluço; rindo sem acesso a gargalhada. O cão se habitua a comer sobras. Como eu me habituei a restos de vida"&lt;strong&gt; (conto: Os olhos dos mortos) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"A lágrima lava a sofrência" &lt;strong&gt;(conto: Os olhos dos mortos) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Lição que aprendi: a Vida é tão cheia de luz, que olhar é demasiado e ver é pouco. É por isso que fecham os olhos aos mortos" &lt;strong&gt;(conto: Os olhos dos mortos) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino?" &lt;strong&gt;(conto: O mendigo Sexta-Feira jogando no Mundial)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"O pranto é o consumar de duas viagens: da lágrima para a luz e do homem para uma maior humanidade. Afinal, a pessoa não vem à luz logo em pranto? O choro não é a nossa primeira voz?" &lt;strong&gt;(conto: Os machos lacrimosos) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Criancice é como o amor, não se desempenha sozinha. Faltava aos pais serem filhos, juntarem-se miúdos com o miúdo. Faltava aceitarem despir a idade, desobedecer ao tempo, esquivar-se do corpo e do juízo. Esse é o milagre que um filho oferece - nascermos em outras vidas" &lt;strong&gt;(conto: O rio das Quatro Luzes)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-563603979278950111?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/563603979278950111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/o-idioma-de-mia-couto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/563603979278950111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/563603979278950111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/o-idioma-de-mia-couto.html' title='O idioma de Mia Couto'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SrvjgYMQbCI/AAAAAAAAADs/WuC4wriZbpM/s72-c/missangas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6082588381296535588</id><published>2009-09-23T15:02:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T07:30:45.700-07:00</updated><title type='text'>Os sons e os cheiros de Portugal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/Srqbzh5KXzI/AAAAAAAAADk/ROIR9kPTJj8/s1600-h/tejo"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384787614048608050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/Srqbzh5KXzI/AAAAAAAAADk/ROIR9kPTJj8/s400/tejo" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passei uma semana em Portugal. Revisitei Lisboa, Sintra, Coimbra e Porto. Conheci Cascais e Guimarães. Emocionei-me com o Tejo novamente. Portugal me encanta. Pela história – linda, nossa, tão intensa. Pelas suas ruas azulejadas, pelos varais de roupa, pelo cheiro de doces nas calçadas. Encanta-me, sobretudo, seu português sem ruídos. O som do português. A ausência do feio gerúndio em suas frases. Ninguém lá está fazendo nada. Todos estão a fazer alguma coisa. Lá não existe “a gente” mas “nós”. E conjugam pessoas e verbos de forma correta. Gosto do som de Portugal. De sentir nas ruas de Lisboa um pouco de Pessoa. De olhar o Tejo e lembrar de Camões, dos navegadores, dos descobrimentos, de tantos que lá ficaram e provocaram versos imortais. Do triste amor de Inês. Da pujança real e seus palácios formidáveis. Dos castelos, da história medieval que permanece intacta no mundo contemporâneo. Volto num tempo que não vivi. E por isso voltarei mais vezes àquela terra. Sentirei mais os cheiros de doces e sardinhas nas brasas do Porto. Ouvirei o chorado fado. Lerei sempre Pessoa, Camões e também Saramago, na constante busca do português perfeito. &lt;strong&gt;(Daniela Diniz) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6082588381296535588?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6082588381296535588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/os-sons-e-os-cheiros-de-portugal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6082588381296535588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6082588381296535588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/os-sons-e-os-cheiros-de-portugal.html' title='Os sons e os cheiros de Portugal'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/Srqbzh5KXzI/AAAAAAAAADk/ROIR9kPTJj8/s72-c/tejo' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-1365050568325541859</id><published>2009-09-22T08:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T08:34:20.261-07:00</updated><title type='text'>Exemplo de Vida</title><content type='html'>Meu pai é um homem de projetos. O mais recente deles é a autobiografia que lançou há uma semana, dia 15 de setembro, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Na obra &lt;strong&gt;Leonídio Balbino, Operário do Livro&lt;/strong&gt;, ele narra sua infância em Arapiraca, Alagoas, e sua trajetória a partir dos 17 anos de idade em São Paulo, onde, apesar de analfabeto até os 20 anos, tornou-se vendedor de livros e, mais tarde, editor. É dessas ironias que a vida de meu pai se preenche. E de uma sabedoria inata, cheia de conselhos de força, garra e manha, cheia da certeza de que tudo é possível: afinal, ele veio para a Selva de Pedra, aprendeu a ler e a escrever sozinho, construiu uma empresa, editou mais de 2.000 títulos e criou uma família de seis filhos – todos com educação superior. Ele viajou o mundo sem falar uma palavra de inglês, vendeu livros em Portugal e demais países falantes do português, conheceu autoridades e personalidades importantes de seu tempo. Como, realmente aos seus olhos, não acreditar que tudo é possível? Que sempre há e haverá lugar para o self-made man, aquele que se ergue sozinho, que se constrói e reconstrói diariamente? Meu pai é um homem de esperanças. Em si, nos outros. Tantas vezes queria ser como ele. Tantas vezes queria ter essa coragem e essa intenção de fazer dar certo, de esquecer as frustrações e o medo e apenas tentar novamente, mais uma vez, infinitas vezes, de cabeça erguida perante a dúvida. Queria ser notável como meu pai. Queria ser um exemplo de vida também possível de se traduzir em livro. &lt;strong&gt;(Leda Balbino) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-1365050568325541859?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/1365050568325541859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/exemplo-de-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/1365050568325541859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/1365050568325541859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/exemplo-de-vida.html' title='Exemplo de Vida'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-1252781829065331956</id><published>2009-09-10T08:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-10T08:31:19.144-07:00</updated><title type='text'>Mais Estranho que a Ficção</title><content type='html'>Muitos filmes são adaptações de livros, mas também há aqueles que, embora não sejam necessariamente frutos de uma obra literária, foram criados tendo como um de seus motes a literatura. Um exemplo clássico da minha adolescência é &lt;strong&gt;Sociedade dos Poetas Mortos&lt;/strong&gt; (Dead Poets Society, 1989), com seu “Oh Captain My Captain”.  E um exemplo recente é o também americano &lt;strong&gt;Mais Estranho que a Ficção&lt;/strong&gt; (Stranger than Fiction, 2006). Fui assisti-lo sozinha no ano passado, atraída pelo roteiro original e criativo: o agente do fisco americano Harold Crick (Will Ferrell) vive uma vida monotamente solitária – mensurada pela quantidade de escovadas matinais nos dentes e pelos passos dados até ônibus –, até começar a ouvir uma voz feminina narrando sua vida. A voz, que só ele consegue ouvir, é da escritora Kay Eiffel (Emma Thompson), que tenta terminar seu último livro sem saber que seu protagonista pode escutá-la. Por isso, não lhe é possível evitar que o mundo do personagem vire de ponta-cabeça quando ele a ouve decretar que sua morte é iminente. Depois de receber essa informação, Harold inicia uma corrida contra o tempo para tentar descobrir, com a ajuda do professor de literatura Hilbert (Dustin Hoffman), o que pode fazer para evitar que sua história se confirme como tragédia. Vendido no trailer como uma comédia, &lt;strong&gt;Mais Estranho que a Ficção&lt;/strong&gt; é na verdade uma belíssima discussão sobre a literatura, o processo criativo, a construção da narrativa, o papel do escritor e do leitor. E, acima de tudo, sobre a possibilidade de redenção pela arte da escrita. Emocionei-me da primeira vez que o vi. E, pensando que a culpa era da TPM, tirei a prova da segunda vez, em DVD. Da terceira vez, assistindo pela Sony, só voltei a confirmar que &lt;strong&gt;Mais Estranho que a Ficção&lt;/strong&gt; é um daqueles filmes despretensiosos que acabam compondo o ranking de preferidos (e tudo deve ser culpa do roteirista, Zach Helm). Mais informações em: &lt;a href="http://www.sonypictures.com/homevideo/strangerthanfiction"&gt;http://www.sonypictures.com/homevideo/strangerthanfiction&lt;/a&gt;.  &lt;strong&gt;(Leda Balbino)  &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-1252781829065331956?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/1252781829065331956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/mais-estranho-que-ficcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/1252781829065331956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/1252781829065331956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/mais-estranho-que-ficcao.html' title='Mais Estranho que a Ficção'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-7847686043293141079</id><published>2009-09-01T18:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T18:45:46.310-07:00</updated><title type='text'>Sobre o coração</title><content type='html'>"O coração, se pudesse pensar, pararia". Assim escreveu aquele que, na minha opinião, melhor define os sentimentos -- Fernando Pessoa. Se meu coração pudesse pensar, no entanto, ele muitas vezes sofreria mesmo -- ou me faria sofrer menos. Porque, muitas vezes, a cabeça entende, mas o coração não aceita. A cabeça faz contas. O coração lê histórias. A cabeça planeja. O coração segue. A cabeça prova. O coração desmente. Se o coração seguisse apenas a lógica da razão, sem a confusão provocada pelos sentimentos, seria mais limpo, mais objetivo, talvez, mais vazio. Não seria, portanto, coração. Estaria morto, parado, como escreveu Pessoa. É melhor, então, viver em conflito do que perder a parte que nos faz viver. &lt;strong&gt;(Daniela Diniz)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-7847686043293141079?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/7847686043293141079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/sobre-o-coracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7847686043293141079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7847686043293141079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/09/sobre-o-coracao.html' title='Sobre o coração'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-4314430098918962686</id><published>2009-08-21T16:35:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T16:39:20.936-07:00</updated><title type='text'>A Leitura no Brasil</title><content type='html'>Pouco ou muito, aprendi na minha primeira aula de física no colegial (hoje Ensino Médio), depende sempre de um referencial. No caso do índice de leitura do povo brasileiro, no entanto, não precisamos assim de tantos referenciais para constatar que é pouco, muito pouco. Segundo a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada no ano passado, o brasileiro (considerado leitor) lê em média 4,7 livros por ano. Há oito ano, o índice era ainda pior: apenas dois livros por pessoa ao ano. Se excluirmos a literatura (quase) obrigatória – aquela demandada pelas escolas -- a dedicação à leitura de outros títulos é minúscula (não chega a 2 livros). Sem dúvida, é preciso levar em conta os problemas sociais da população brasileira, em que mais de 11% ainda é considerada analfabeta. Mas lanço aqui o desafio. Você, que se entrou neste blog é porque tem algum interesse em literatura, quantos livros lê por ano? Livros que não sejam relacionados ao trabalho ou à vida escolar? Cinco? Dez? A falta de tempo costuma ser a desculpa número 1 das pessoas que eu conheço para justificar a ausência de leituras. Para assistir à TV ou para passar o tempo na Internet, o tempo não é assim tão insuficiente. Percebo – cada vez mais – que o brasileiro não gosta mesmo de ler. É chato para muitos, toma um tempo absurdo para outros. E isso é triste. Sem a leitura, perdemos as referências, perdemos o poder da argumentação, perdemos a crítica, a capacidade de análise e, até, de julgamento. Perdemos, sobretudo, o vocabulário. Esquecemos das palavras. Tornamo-nos limitados para falar, para nos expressar, para escrever. A ausência de leitura simplesmente nos emburrece. Torna-nos menores.  &lt;strong&gt;(Daniela Diniz)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-4314430098918962686?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/4314430098918962686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/leitura-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4314430098918962686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4314430098918962686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/leitura-no-brasil.html' title='A Leitura no Brasil'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-8987956739314390706</id><published>2009-08-20T05:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T05:21:53.674-07:00</updated><title type='text'>O amor, segundo Saramago</title><content type='html'>Disse que &lt;strong&gt;Memorial do Convento&lt;/strong&gt; tem uma das mais belas histórias de amor que já li. Abaixo segue citação pinçada do livro, para confirmar minha afirmação. Repare que, apesar do estilo difícil, que usa a vírgula como se fossem todos os pontos a que temos direito (o de exclamação, de interrogação, o ponto final, a reticência, os dois pontos etc.), a construção das frases permite perceber quem fala o quê, onde há pausa, onde há ênfase. É o jeito saramaguiano de narrar. De uma beleza que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) aí vem justamente uma mulher, e onde nós víamos um homem velho, vê ela um homem novo, o soldado a quem perguntou um dia, Que nome é o seu, ou nem sequer a esse vê, apenas a este homem que desce, sujo, canoso e maneta, Sete-Sóis de alcunha, se a merece tanta canseira, mas é um constante sol para esta mulher, não por sempre brilhar, mas por existir tanto, escondido de nuvens, tapado de eclipses, mas vivo, Santo Deus, e abre-lhe os braços, Quem, abre-os ele a ela, abre-os ela a ele, ambos, são o escândalo da vila de Mafra, agarrarem-se assim um ao outro na praça pública, e com idade de sobra, talvez seja porque nunca tiveram filhos, talvez porque se vejam mais novos do que são, pobres cegos, ou porventura serão estes os únicos seres humanos que como são se vêem, é esse o modo mais difícil de ver, agora que eles estão juntos até os nossos olhos foram capazes de perceber que se tornaram belos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-8987956739314390706?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/8987956739314390706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/o-amor-segundo-saramago.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8987956739314390706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8987956739314390706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/o-amor-segundo-saramago.html' title='O amor, segundo Saramago'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-795042876633676292</id><published>2009-08-19T16:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T05:15:05.903-07:00</updated><title type='text'>O papel do ensino</title><content type='html'>O comentário de Kárita, no meu post abaixo, me fez questionar o papel dos cursinhos no despertar do interesse pela leitura ou por um autor específico. E, ao me questionar, lembrei-me de uma aula específica de literatura de meu cursinho, há 14 anos. Nessa aula, o professor – de quem esqueço o nome para só me recordar do rosto redondo com armação de óculos idem – tinha a tarefa de nos relatar a história de &lt;strong&gt;Memorial do Convento,&lt;/strong&gt; do português José Saramago. Acontece que o professor não relatou o livro. Ele o narrou, com gestos grandiosos nos momentos que o pediam, com outros comedidos quando exigidos e com o olhar maravilhado daqueles que sabem as palavras. E o que ficou gravado mais nitidamente na memória foi sua narração do final do livro, quando Blimunda finalmente reencontra seu grande amor, Baltasar, após muito caminhar em nove anos de busca. Vítima das fogueiras da Inquisição (ressurgida em Portugal no século 18, sob auspício de D. João V), Baltasar arde entre outros dez condenados. Blimunda o reconhece por sua marca registrada – a ausência da mãe direita – e, como tinha o poder de ver as pessoas por dentro quando em jejum, vê no centro de seu corpo uma nuvem fechada (que Saramago chama de "vontade", mas bem podemos interpretar como sua essência, ou alma). Além de ver as pessoas por dentro, Blimunda tinha outro poder: podia reter na Terra a "vontade" daqueles à beira da morte. Se fizera isso com tantos outros, por que não com seu amor? Então, olhando a nuvem fechada, a convoca: “Vem”. A consequência deixo narrada nas palavras do próprio autor: “Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.” Para narrar essa parte, o professor representou a "vontade" de Baltasar com suas mãos, interrompendo sua ascensão aos céus para devolvê-las ao centro do corpo e depois projetá-las para frente, representando o caminho final em direção a Blimunda. Nunca esqueci de seus gestos e olhares enquanto nos narrava a obra, uma das histórias de amor mais bonitas que já li. E, apesar de já saber o começo, o meio e o fim do livro, tornou-se urgente a experiência de lê-lo com meus próprios olhos. Se havia maravilhado tanto meu professor, por que não a mim? &lt;strong&gt;(Leda Balbino) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-795042876633676292?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/795042876633676292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/o-papel-do-ensino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/795042876633676292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/795042876633676292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/o-papel-do-ensino.html' title='O papel do ensino'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-7183432735392529333</id><published>2009-08-18T08:02:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T08:11:05.782-07:00</updated><title type='text'>As Palavras de Clarice</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SorEc8Lz3XI/AAAAAAAAADE/SHdoMb6f7qo/s1600-h/clarices.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371321507063782770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SorEc8Lz3XI/AAAAAAAAADE/SHdoMb6f7qo/s320/clarices.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Foi lançado neste mês pela Oxford University Press o livro &lt;strong&gt;Why This World&lt;/strong&gt;, biografia da escritora&lt;strong&gt; Clarice Lispector&lt;/strong&gt; escrita pelo americano &lt;strong&gt;Benjamin Moser&lt;/strong&gt;. Com 32 anos, Moser dedicou cinco anos à obra e, para escrevê-la, contou com a ajuda dos parentes e amigos de Clarice e viajou para a Ucrânia, país de origem da autora, para colher mais dados para a biografia. Fluente em oito idiomas, a paixão de Moser pela escritora começou na década de 90, quando leu &lt;strong&gt;A Hora da Estrela&lt;/strong&gt; durante um curso de português na Universidade de Brown. Nascida como Chaya (ou vida, em hebraico) em 1920, Clarice só foi chamada de Clarice quando sua família imigrou para o Brasil, depois de escapar da fome no Leste Europeu e dos pogroms – perseguições aos judeus durante a Revolução Russa, em 1917, e sua subseqüente Guerra Civil. Ela era a mais jovem de três filhas, tendo sido concebida por causa de uma crença da região nativa da família de que a gravidez purificava o corpo da mãe. Segundo depoimentos colhidos por Moser, sua mãe Mania (no Brasil, Marieta) havia contraído sífilis ao ser estuprada por soldados russos. A morte dela em 1930 estaria diretamente ligada à decisão de Clarice de se tornar escritora, opina Moser. “Quando menina, ela contava histórias em que um deus ex-machina aparecia para curar a mãe”, disse em entrevista ao Estado (&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090816/not_imp419423,0.php"&gt;http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090816/not_imp419423,0.php&lt;/a&gt;).Clarice explicou essa sensação de “fracasso” em &lt;strong&gt;A Descoberta do Mundo&lt;/strong&gt;: “Fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdoo.” Essa angústia, diz Moser, gerou em Clarice o “desejo de salvar o mundo pela palavra”. Obs.: Ainda sem título em português, Why This World será publicado no Brasil pela Cosac Naify em novembro, com material fotográfico inédito sobre a escritora. &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-7183432735392529333?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/7183432735392529333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/as-palavras-de-clarice.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7183432735392529333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7183432735392529333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/as-palavras-de-clarice.html' title='As Palavras de Clarice'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SorEc8Lz3XI/AAAAAAAAADE/SHdoMb6f7qo/s72-c/clarices.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-7694980884906933891</id><published>2009-08-10T07:48:00.001-07:00</published><updated>2009-08-10T07:56:32.334-07:00</updated><title type='text'>A FUNÇÃO DO ESCRITOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SoA1FN2aVDI/AAAAAAAAACM/LVpSBWs-VkI/s1600-h/galeano.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368349119559128114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SoA1FN2aVDI/AAAAAAAAACM/LVpSBWs-VkI/s320/galeano.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu primeiro contato com o escritor uruguaio &lt;strong&gt;Eduardo Galeano&lt;/strong&gt; ocorreu em 1994, quando tinha 16 anos e trabalhava na então recém-aberta livraria de meu pai. Andando ao longo das estantes da loja, deparei-me com um título que imediatamente chamou minha atenção: &lt;strong&gt;O Livro dos Abraços&lt;/strong&gt;. Peguei o volume nas mãos crente de que se tratava de uma espécie de manual ou guia científico detalhando as propriedades terapêuticas do abraço. Enganei-me. Ao virar o livro para ler sua contracapa, o seguinte texto me recebeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Função da Arte/ 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul.&lt;br /&gt;Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.&lt;br /&gt;Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.&lt;br /&gt;E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:&lt;br /&gt;– Me ajuda a olhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de também ficar muda de beleza, folheei as páginas do livro, à busca de outros singelos instantes literários, tão bem contidos em textos curtos. E os encontrei. Como não poderia deixar de ser, comprei o livro e ele me levou a outros tantos do mesmo autor, o primeiro a quem fui fiel. Hoje, apesar de meus olhos amadurecidos serem mais críticos com sua literatura do que antes, Galeano ainda me emociona, tantas vezes. Abaixo seguem alguns exemplos do porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Perdi várias coisas em Buenos Aires. Pela pressa ou por azar, ninguém sabe onde foram parar. (...) Não me queixo. Com tantas pessoas perdidas, chorar pelas coisas seria desrespeitar a dor.” &lt;strong&gt;(Dias e Noites de Amor e de Guerra)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando é verdadeira, quando nasce da necessidade de dizer, a voz humana não encontra quem a detenha. Se lhe negam a boca, ela fala pelas mãos, ou pelos olhos, ou pelos poros, ou por onde for. Porque todos, todos, temos algo a dizer aos outros, alguma coisa, alguma palavra que merece ser celebrada ou perdoada pelos demais.”&lt;strong&gt; (O Livro dos Abraços)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) da pena que dá sentir-se estrangeiro e andar à intempérie e sozinho e não ter a quem dizer isso, nem conhecer as palavras.” &lt;strong&gt;(A Canção de Nossa Gente)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chegará a hora de ficar triste. Anos para ficar triste. E toda a morte, que é tão longa. Agora não. Não temos direito.” &lt;strong&gt;(A Canção de Nossa Gente)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) há tantas coisas que você vai ter que aprender, Tavito. As coisas invisíveis, as difíceis, a brecha que espera por você entre o desejo e o mundo: você apertará os dentes, resistirá, nunca pedirá nada. Não se vive para vencer os outros, Tavito. Vive-se para se dar.” &lt;strong&gt;(Vagamundo)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Função do Leitor/1&lt;br /&gt;Quando Lucia Peláez era pequena, leu um romance escondida. Leu aos pedaços, noite após noite, ocultando o livro debaixo do travesseiro. Lucia tinha roubado o romance da biblioteca de cedro onde seu tio guardava os livros preferidos.&lt;br /&gt;Muito caminhou Lucia, enquanto passavam-se os anos. (...) Muito caminhou Lucia, e ao longo de seu caminhar ia sempre acompanhada pelos ecos daquelas vozes distantes que ela tinha escutado, com seus olhos, na infância.&lt;br /&gt;Lucia não tornou a ler aquele livro. Não o reconheceria mais. O livro cresceu tanto dentro dela que agora é outro, agora é dela.” &lt;strong&gt;(O Livro dos Abraços) -- Leda Balbino&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-7694980884906933891?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/7694980884906933891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/funcao-do-escritor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7694980884906933891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7694980884906933891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/funcao-do-escritor.html' title='A FUNÇÃO DO ESCRITOR'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SoA1FN2aVDI/AAAAAAAAACM/LVpSBWs-VkI/s72-c/galeano.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-4779161284158404464</id><published>2009-08-04T10:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T10:17:43.003-07:00</updated><title type='text'>TRIBUTO</title><content type='html'>Como se obtém o hábito de leitura? Com certeza é necessário ter pessoas que nos estimulem desde pequenas. No meu caso foi meu pai. Migrante de Arapiraca, Alagoas, meu pai foi analfabeto até os 20 anos de idade, quando se deixou levar por seu autodidatismo e aprendeu a ler sozinho usando os anúncios luminosos das ruas de São Paulo. E por ter sido privado na infância e na adolescência da liberdade de ler, meu pai acabou tornando-se um entusiasta da educação e da importância que os livros têm na formação de uma pessoa. Desde pequena ouvia sua insistente repetição “É importante ler livros; educar para crescer”, ou qualquer outra frase que tivesse alguma oração com livro e educação. Como não deixo de ser obediente, apesar de toda minha aparente rebeldia, segui seus conselhos. Ou recorri aos livros porque queria agradá-lo ou não decepcioná-lo ou deixá-lo orgulhoso. Bom, qualquer que seja o motivo, devorei os 17 volumes da edição antiga da coleção infantil de &lt;strong&gt;Monteiro Lobato&lt;/strong&gt;, aquelas de capa dura e poucas ilustrações. Como “só um livro lido nos pertence realmente” (&lt;strong&gt;Eno Teodoro Wanke&lt;/strong&gt;), a coleção inteira – que habitou minha infância de Narizinho, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Visconde de Sabugosa, Anastácia – acompanha-me hoje, na estante de minha casa. Meu pai soube que ela me pertencia: só eu de seus seis filhos a leu inteira. E posso dizer que foi essa coleção, as palavras de &lt;strong&gt;Monteiro Lobato,&lt;/strong&gt; que me mostraram que a vida é muito mais do que nossa própria vida. Não estamos sozinhos. Por isso agradeço meu pai. Agradeço sua percepção imensa, mesmo com seus primeiros 20 anos de solidão sem palavras lidas, de que ler nos salva de nós mesmos.  Essa é a melhor herança que qualquer pai pode deixar a um filho. (&lt;strong&gt;Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-4779161284158404464?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/4779161284158404464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/tributo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4779161284158404464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4779161284158404464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/08/tributo.html' title='TRIBUTO'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-1098765087329973757</id><published>2009-07-28T20:34:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T21:23:29.732-07:00</updated><title type='text'>Palavras além das histórias</title><content type='html'>Mais do que uma história bem contada, observo, em cada leitura, a forma como os autores se expressam. Às vezes, leio e releio a mesma frase, trecho, parágrafo para absorver as palavras. Quando estou com disposição, chego a grifar alguns desses trechos. E hoje, abri alguns livros rabiscados e decidi colocar aqui esses pedaços de páginas que encataram (e ainda encantam) meus olhos. Alguns deles, vão além: mudaram a minha forma de encarar algumas coisas. Seguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ordenar a biblioteca é exercer, de modo silencioso e modesto, a arte da crítica.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Luis Borges, em Elogio da Sombra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Também os homens podem prometer, porque na promessa há algo imortal)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diante de algumas pessoas, é imperioso fingir-se de idiota para que não nos tomem por idiota"&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Julio Cortázar, em Diário de Andrés Fava&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu era o único eu"&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Clarice Lispector, em A Legião Estrangeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E não quero formar a vida porque a existência já existe. Existe como um chão onde nós todos avançamos. Sem uma palavra de amor. Sem uma palavra. Mas teu prazer entende o meu. Nós somos fortes e nós comemos. Pão é amor entre estranhos."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amor é quando é concedido participar um pouco mais"&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tu estavas, avó, sentada na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabias e por onde nunca viajarias, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e disseste, com a serenidade dos teu noventa anos e o fogo de uma adolescência perdida: 'o mundo é tão bonito e eu tenho tanta pena de morrer'. Assim mesmo. Eu estava lá."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Saramago, em As Pequenas Memórias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As mãos são dois livros abertos, não pelas razões, supostas ou autênticas da quiromancia, com as suas linhas do coração e da vida, da vida, meu senhores, ouviram bem, da vida, mas porque falam quando se abrem ou se fecham, quando acareciam ou golpeiam, quando enxugam uma lágrima ou disfarçam um sorriso, quando se pousa sobre um ombro ou acenam um adeus, quando trabalham, quando estão quietas, quando dormem, quando despertam..."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Saramago, em As Intermitências da Morte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mateus 6. 34&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha mãe não dispunha dessas vantagens. E com certeza se amofinava, coitada, revendo-se em nós, percebendo cá fora, soltos dela, pedaços da sua carne propícia aos furúnculos. Maltratava-se maltrantando-nos."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Graciliano Ramos, em Infância&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"....porque as palavras só estão feitas para expressar-se a si mesmas, para expressar o dizível, quer dizer tudo exceto o que nos governa ou faz viver..."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Javier Cercas, em Soldados de Salamina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Teremos mais posts com mais trechos, no futuro. &lt;strong&gt;(Daniela Diniz)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-1098765087329973757?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/1098765087329973757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/palavras-alem-das-historias.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/1098765087329973757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/1098765087329973757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/palavras-alem-das-historias.html' title='Palavras além das histórias'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-2676112120578668740</id><published>2009-07-27T07:40:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T07:42:59.534-07:00</updated><title type='text'>O Blog Impresso de Saramago</title><content type='html'>José Saramago é um escritor de sucesso tardio. Apesar de ter publicado seu primeiro romance aos 25 anos &amp;shy;– ao que se seguiram obras de poesia e, em 1980, o livro já em estilo "saramaguiano" &lt;strong&gt;Levantado do chão&lt;/strong&gt; –, o reconhecimento de crítica e público só bateu às portas do escritor português quando publicou o belíssimo &lt;strong&gt;Memorial do Convento&lt;/strong&gt;, aos 60 anos de idade. Talvez exatamente por isso Saramago sentiu que, mesmo com 87 anos, não era tarde para aventurar-se na blogosfera, onde publica posts desde setembro no endereço &lt;a href="http://blog.josesaramago.org/"&gt;http://blog.josesaramago.org&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A experiência, que mescla considerações sobre informações do dia, apreciações dos trabalhos de outros artistas e relatos pessoais, não se limitará ao mundo virtual. Uma seleção de textos postados durante seis meses (de setembro do ano passado a março deste ano) acaba de ser publicada no Brasil com o título de &lt;strong&gt;O Caderno&lt;/strong&gt; – com a segunda seleção de posts sendo prevista para sair em setembro, em Portugal. O que leva à pergunta: Por que publicar em obras impressas o que o leitor pode adquirir gratuitamente na internet? Ao jornalista Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paulo (edição de 25 de julho), Saramago respondeu: "Tal como o conhecemos, o livro terá ainda uma longa vida. Uma biblioteca é um lugar especial, os livros são os homens e as mulheres que os escreveram. Estar numa biblioteca é estar acompanhado." &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-2676112120578668740?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/2676112120578668740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/o-blog-impresso-de-saramago.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2676112120578668740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/2676112120578668740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/o-blog-impresso-de-saramago.html' title='O Blog Impresso de Saramago'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-7622590778654221441</id><published>2009-07-21T14:28:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T16:11:57.845-07:00</updated><title type='text'>A arte de dar livros</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmY6ystKw6I/AAAAAAAAACE/JoFqUQ5zXfc/s1600-h/livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361037049099633570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 126px; CURSOR: hand; HEIGHT: 99px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmY6ystKw6I/AAAAAAAAACE/JoFqUQ5zXfc/s400/livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Hoje fui incumbida de uma missão: comprar um presente para o chefe do meu marido. Já havia pensado num bom presente, o excelente CD Mi Buenos Ayres Querido, de Daniel Baremboim. Descobrimos, porém, que ele já tem. Não tive outra escolha a não ser pensar no melhor presente dos mundos: um livro. Melhor no sentido prático: é fácil, dificilmente é caro e, geralmente, agrada. Mas aí vem o desafio -- qual livro escolher? Eu tenho um cuidado extremo ao presentear amigos com livros. Quem ama livros sabe do que estou falando. Em primeiro lugar, gosto de dar aquilo que já li. Comprar um livro no escuro é o mesmo que dar uma blusa tamanho extra grande para um pessoa minúscula. Não dá. Costumo chamar isso de Síndrome de Chico Buarque. Basta o compositor lançar uma obra, ela vira opção número 1 na lista de presentes. Em segundo lugar, analiso não apenas o que eu gosto mas sim se a obra vai agradar meu presenteado. Nem todo mundo está disposto a ler Fernando Pessoa, por exemplo. E aí equilibro as coisas. Se o livro foi bom para mim e se poderá ser bom para aquele perfil. Fecho a conta assim. E foi assim que escolhi &lt;strong&gt;Desonra, de JM Coetzee&lt;/strong&gt; para o chefe do meu marido. Além de ser um dos melhores livros da literatura contemporânea que já li, tem o perfil do aniversariante. Sempre salva também o selinho milagroso de troca. Afinal, às vezes você acerta tanto que seu presente já está na estante de quem vai recebê-lo. &lt;strong&gt;(Daniela Diniz)&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-7622590778654221441?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/7622590778654221441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/arte-de-dar-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7622590778654221441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7622590778654221441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/arte-de-dar-livros.html' title='A arte de dar livros'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmY6ystKw6I/AAAAAAAAACE/JoFqUQ5zXfc/s72-c/livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-8013029564481918580</id><published>2009-07-20T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T08:52:27.466-07:00</updated><title type='text'>Processo de Escrita</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmSSfFvk7BI/AAAAAAAAABk/_ofBXOuyRW8/s1600-h/marquez.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360570519293062162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmSSfFvk7BI/AAAAAAAAABk/_ofBXOuyRW8/s200/marquez.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmSSXbeAHDI/AAAAAAAAABc/CY1aI8AIR0I/s1600-h/joao.jpg.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360570387685973042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmSSXbeAHDI/AAAAAAAAABc/CY1aI8AIR0I/s200/joao.jpg.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmSSJ4AMtfI/AAAAAAAAABU/CWq63Sl8flw/s1600-h/saramago.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360570154827429362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmSSJ4AMtfI/AAAAAAAAABU/CWq63Sl8flw/s200/saramago.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Quando era mais nova, adolescente, sentia-me quase sempre inspirada. Os dramas do amor platônico eram uma infinita fonte de ideias para textos lamurientos, cheios de autocomiseração. Também havia o “ócio criativo”, como bem classificou o italiano Domenico De Masi. Com a única obrigação de estudar, me sobrava tempo para digitar – ou, inicialmente, bater à máquina – meus textos, imprimi-los e arquivá-los em pastas, que guardo até hoje. Mas com o passar do tempo e o acúmulo de funções (e preocupações), posso confessar que minha inspiração escasseou. Meu processo de escrita atualmente é bem lento. Geralmente fico dias com uma ideia na cabeça – que pode ser a primeira frase de um texto, seu título ou sua concepção geral –, até que possa colocá-la no papel. Às vezes, claro, acontece de ela me bater de repente e com força, então tenho de sentar sob o risco de, se não o fizer, deixá-la escapar. Às vezes me questiono como é o processo de escrita dos grandes autores, principalmente considerando-se seu trabalho de escrever livros, e não meros textos curtos. Quanto há de inspiração? Quanto há de transpiração? O português José Saramago parece se deixar levar – é o livro, e a história, que o dominam; ela se escreve por meio dele. Já o colombiano Gabriel García Márquez é um estrategista: ele planeja o livro todo com antecedência; sabe seu início, meio e fim. Quem leu a obra-prima “Cem Anos de Solidão” saberá o que digo. Márquez parece ter em parte a mesma filosofia que o pernambucano João Cabral de Mello Neto. Conhecido como “arquiteto da poesia”, uma vez ele foi questionado: “Você nunca escreve inspirado?” Ao que respondeu: “Sim”, para imediatamente completar: “Mas depois jogo fora.” &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-8013029564481918580?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/8013029564481918580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/processo-de-escrita.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8013029564481918580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8013029564481918580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/processo-de-escrita.html' title='Processo de Escrita'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SmSSfFvk7BI/AAAAAAAAABk/_ofBXOuyRW8/s72-c/marquez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-5680596080759795606</id><published>2009-07-16T11:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-16T15:52:54.062-07:00</updated><title type='text'>Memória Preservada</title><content type='html'>Com sua figura diminuta, a escritora chinesa &lt;strong&gt;Xinran&lt;/strong&gt; mal foi percebida quando entrou no estúdio de gravação do programa &lt;strong&gt;Roda Viva, da TV Cultura&lt;/strong&gt;, no dia 8. Meus olhos bateram nela sem querer, ainda atordoados pelos outros sentidos, que tentavam se acostumar à balbúrdia das câmeras, holofotes, passagem de som, posicionamento de microfones, TVs atuando como espelhos e meu próprio pensamento obcecado em memorizar as perguntas que gostaria de fazer. Quando ela finalmente levantou a cabeça para terminar seu cumprimento à bancada de entrevistadores, seus olhos perceberam a distração geral, mas esta durou só até o momento em que ela se sentou e compartilhou sua história. Xinran não escreve ficção. A escrita a que se entregou desde 1997, quando se mudou para Londres para esquecer os fantasmas da Revolução Cultural (1966-1976), tem o objetivo de preservar a memória da população chinesa - e, consequentemente, a versão extraoficial da história cultural, comportamental e política de seu próprio país. Seu livro de estreia, &lt;strong&gt;"As Boas Mulheres da China"&lt;/strong&gt;, é uma mescla de sua biografia com as vidas de chinesas cujos dramas lhe foram primeiramente relatados em cartas enviadas a um programa de rádio. Apresentado por Xinran durante sete anos (1988 a 1995), o &lt;strong&gt;"Palavras na Brisa Noturna"&lt;/strong&gt; chegou a receber diariamente mais de 200 cartas de ouvintes que aceitaram o convite de discutir a situação da mulher na China moderna. As cartas foram o estímulo de que a autora precisava para empreender jornadas pelo seu país, compilando relatos de pessoas comuns para dar origem a outros livros, como &lt;strong&gt;"Enterro Celestial"&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;"Testemunhas da China"&lt;/strong&gt;, lançado neste ano no Brasil. Apesar de viver no Reino Unido, Xinran frequentemente visita seu país natal. "Como trabalhar com algo tão passível de incoerências e contradições como a memória? Como obter o relato preciso?", perguntei à autora. Xinran, que só escreve em chinês - "porque preciso escrever na voz dos chineses, da maneira como falam" -, respondeu que seu termômetro é a emoção. "Quando ficam verdadeiramente emocionados, é sinal de uma memória profunda", afirmou. Há alguns anos, ela deu outra dica sobre seu método de trabalho, confidenciando que a disposição de ouvir e de confrontar sua própria história são a base para conseguir os testemunhos de seus livros. "Relato minha vida e deixo que sintam que sou um deles. Passo tempo aprendendo uma vida diferente da minha. Enquanto me ensinam, me dizem 'como, onde, por quê, quem e o que' de suas experiências pessoais. Ouvir me ajudou a conseguir vários amigos fiéis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Xinran esteve no Brasil para participar da Festa Literária Internacional de Paraty. O programa Roda Viva ainda não tem data para ir ao ar. (Leda Balbino)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-5680596080759795606?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/5680596080759795606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/memoria-preservada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5680596080759795606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5680596080759795606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/memoria-preservada.html' title='Memória Preservada'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-5385667139710571390</id><published>2009-07-16T10:35:00.000-07:00</published><updated>2009-07-16T11:43:57.109-07:00</updated><title type='text'>Os livros essenciais</title><content type='html'>A &lt;strong&gt;Bravo!&lt;/strong&gt; reeditou recentemente as listas dos 100 livros essenciais da literatura mundial e também os 100 mais da literatura brasileira. Por mais polêmica que qualquer ranking possa trazer, ignorá-los é fingir um certo descaso. Tom Campbell, diretor da escola de negócios de Berkeley, ligada à Universidade Califórnia, nos Estados Unidos disse certa vez sobre os rankings que classificam os melhores MBAs daquele país: "qualquer um que disser ignorar os rankings não está dizendo a verdade". Acredito nisso. Todos gostamos de saber quem ou quais são os escolhidos entre tantos. Podemos criticá-los, discordar da escolha (e até desconfiar) mas jamais ignorar. Sendo assim, folheei as 200 indicações da &lt;strong&gt;Bravo!&lt;/strong&gt; e posso dizer que serve como um bom guia para quem não sabe por onde começar. Não é preciso seguir a sequencia exata, mas pinçar aquele que o resumo (em cada página) chama mais atenção é um exercício bem prazeroso. Há clássicos até não poder mais e confesso que senti uma certa agonia ao ver que faltam muitos ainda para eu ler (muitos que estão há anos bem comportados na minha estante). Mas se Borges sentia a mesma coisa cada vez que entrava numa livraria, ok, eu também posso. Ao ler as listas, acelerei meu processo delicioso de busca pelo novo título (sim, eu finalmente acabei &lt;strong&gt;Sobre a Beleza)&lt;/strong&gt;. O livro que escolhi? &lt;strong&gt;O Retrato de Dorian Gray&lt;/strong&gt; (uma edição de bolso que tinha na estante), de Oscar Wilde. O livro figura na 60ª posição na lista, o que, na verdade, pouco importa. Mas se você ficou curioso para saber quem são os dez primeiros, tudo bem, aqui vão duas listinhas para você: as dos eleitos brasileiros e os clássicos mundiais. Boa leitura. (Daniela Diniz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Literatura Mundial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Ilíada (Homero)&lt;br /&gt;2º Odisseia (Homero)&lt;br /&gt;3º Hamlet (William Shakespeare)&lt;br /&gt;4º O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha (Miguel de Cervantes)&lt;br /&gt;5º A Divina Comédia (Dante Alighieri)&lt;br /&gt;6º Em Busca do Tempo Perdido (Marcel Proust)&lt;br /&gt;7º Ulisses (James Joyce)&lt;br /&gt;8º Guerra e Paz (Leon Tolstói)&lt;br /&gt;9º Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski)&lt;br /&gt;10º Os Ensaios (Michel de Montaigne)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Literatura Brasileira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)&lt;br /&gt;2º Dom Casmurro (Machado de Assis)&lt;br /&gt;3º Vidas Secas (Graciliano Ramos)&lt;br /&gt;4º Os Sertões (Euclides da Cunha)&lt;br /&gt;5º Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa)&lt;br /&gt;6º A Rosa do Povo (Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;7º Libertinagem (Manuel Bandeira)&lt;br /&gt;8º Lavoura Arcaica (Raduan Nassar)&lt;br /&gt;9º A Paixão Segundo G. H. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;10º Macunaíma -- O Herói Sem Nenhum Caráter (Mário de Andrade)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-5385667139710571390?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/5385667139710571390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/os-livros-essenciais.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5385667139710571390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/5385667139710571390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/os-livros-essenciais.html' title='Os livros essenciais'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-6425209133771704993</id><published>2009-07-14T14:12:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T14:13:02.364-07:00</updated><title type='text'>15 Minutos com Llosa</title><content type='html'>São 15 minutos até o trabalho. Nesse trajeto de ônibus até o Estadão um livro sempre me acompanha. São 15 minutos só para mim, sem ter de me preocupar com nada além de ler palavras que me dizem tanto. Atualmente leio “La Ciudad y los Perros”, o primeiro livro publicado de Mario Vargas Llosa. A obra, que o escritor peruano levou três anos para concluir, descreve a dura rotina do Colégio Militar Leoncio Prado. Um misto de ficção com um quê autobiográfico, o livro narra a experiência de vários estudantes no colégio e também suas vidas fora dele, com seus conflitos familiares, a transição da infância para a adolescência, a busca do amor. Ao longo das 444 páginas da edição espanhola da Punto de Lectura, o leitor vai percebendo como Llosa é um estrategista: a história não lhe surge de inspirações espontâneas, mas de um provável planejamento contínuo, em que antecipa a conseqüência para só nos contar a causa páginas depois. É um prazer lê-lo e descobri-lo página por página, letra por letra – e por diálogos que recorrem ao não dito para se fazer ouvir. E é ainda um prazer maior ler “La Ciudad e los Perros” por saber, pelo prólogo do próprio autor, que esse é o livro que o encorajou a perseverar na escrita e presentear seus leitores mais tarde com títulos como “A Festa do Bode”, “Pataleón e as Visitadoras”, “Conversa na Catedral”. Nas palavras do próprio Llosa: “Este é o livro que me deu mais surpresas e graças ao qual comecei a sentir que se fazia realidade o sonho que alentava desde as calças curtas: chegar um dia a ser escritor”. &lt;strong&gt;(Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-6425209133771704993?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/6425209133771704993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/15-minutos-com-llosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6425209133771704993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/6425209133771704993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/15-minutos-com-llosa.html' title='15 Minutos com Llosa'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-8124780426598225836</id><published>2009-07-13T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T18:38:14.547-07:00</updated><title type='text'>Um ranking próprio</title><content type='html'>Quando eu tinha doze anos, comecei a rabiscar em uma folha de caderno todos os livros que havia lido naquele ano. Fiz isso nos anos seguintes, sempre com o objetivo de aumentar um título a cada ano. Infelizmente, as folhas de caderno se perderam e eu só voltei a -- digamos -- catalogar meus livros em 2000, no meu último ano de faculdade. A partir daí, comecei a criar -- num arquivo em Excel -- uma planilha com todos os livros que li. Funciona assim: na primeira coluna, o nome do livro; na segunda, o autor; na terceira, a nacionalidade do autor; na quarta, o gênero do livro (romance, contos, crônicas etc); na quinta, o nome de quem me deu o livro (se eu mesma comprei, também deixo escrito) e, por fim, a minha avaliação do título, que vai de uma a cinco estrelas. Pode parecer um pouco sistemático, mas isso é mais uma forma de me autoconhecer. Por meio da lista, percebo o quanto acabo pendendo para um lado (por um autor, por um gênero, por uma -- até! nacionalidade). É bom também para aguçar a memória em discussões literárias. O que mesmo me fez gostar tanto de Ensaio sobre a Cegueira e detestar A Caverna, de Saramago? A próxima coluna da minha planilha vai conter algumas dessas observações e, quem sabe, algumas das mais belas expressões pinçadas dos títulos que me escolhem. Sim, acredito nisso. Não sou eu quem determino as esolhas. São os livros -- desde os meus seis anos -- que me escolhem e me convidam. Fica aqui a sugestão para quem quer organizar suas leituras e aprender um pouco mais de si mesmo pelas palavras que nos cercam. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Daniela Diniz)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-8124780426598225836?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/8124780426598225836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/um-ranking-proprio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8124780426598225836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/8124780426598225836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/um-ranking-proprio.html' title='Um ranking próprio'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-4686105290769089156</id><published>2009-07-08T14:16:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T14:32:10.538-07:00</updated><title type='text'>A mãe de Obama</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SlUNOOvoZBI/AAAAAAAAAA0/sKaBpurbuBo/s1600-h/obama.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356201869954278418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 110px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SlUNOOvoZBI/AAAAAAAAAA0/sKaBpurbuBo/s400/obama.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Meu marido, o também jornalista Marcelo Cabral, gostou tanto da ideia de um blog sobre literatura e coisas afins que quis dar sua contribuição. Aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem se interessa pelo chamado jornalismo literário, eis uma indicação para tempos de Gay Talese no Brasil. É The History of a Mother, de Amanda Ripley, publicado originalmente na Time em abril de 2008 e lançado no Brasil no caderno especial da PubliFolha sobre Barack Obama – aliás, uma beleza de edição, com papel de primeira e uma seleção fotográfica espetacular. No trabalho, Ripley defende que a influência multicultural da mãe de Obama ajudou a moldar a personalidade do presidente americano. Como diz a autora, “Cada um vive uma vida de verdades contraditórias. Não somos uma coisa ou outra. A mãe de Barack Obama foi pelo menos uma dúzia de coisas”. Stanley Ann Duham – nome de homem, porque o pai queria um rebento &amp;shy;– esteve longe do estereótipo da classe média vinda dos fundões dos Estados Unidos: casou-se duas vezes – uma vez com um queniano e outra com um indonésio –, completou a faculdade enquanto recebia o vale-alimentação do governo e trabalhou para a Fundação Ford na Indonésia, lidando com os problemas sociais das mulheres do país. Mais tarde, receberia um Ph.D em antropologia. Ripley mostra que toda essa bagagem maternal produziu um impacto profundo em Obama. Por um lado, a falta de raízes causou uma certa carência no futuro presidente – que ele próprio reconhece em sua autobiografia. Por outro, ajudou de modo decisivo em sua carreira política: “Quando Barack Obama descobre como comover uma multidão de pessoas diferentes dele, ajuda ter uma mãe que olhava para diferentes culturas com a admiração com que outras pessoas estudam pedras preciosas”, conclui. O livro, com o artigo e a cobertura traduzida completa da revista sobre o caminho de Obama até a Casa Branca, pode ser encontrado aqui (&lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/136377/"&gt;http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/136377/&lt;/a&gt;) por R$ 34,90. (&lt;strong&gt;Marcelo Cabral, marido de Leda Balbino)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-4686105290769089156?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/4686105290769089156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/mae-de-obama_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4686105290769089156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/4686105290769089156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/mae-de-obama_08.html' title='A mãe de Obama'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/SlUNOOvoZBI/AAAAAAAAAA0/sKaBpurbuBo/s72-c/obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-18883966983932904</id><published>2009-07-06T10:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T14:32:53.029-07:00</updated><title type='text'>A beleza do simples</title><content type='html'>Faltam umas 130 páginas (das 442) para eu acabar o romance de Zadie Smith, &lt;strong&gt;Sobre a Beleza (Cia. das Letras). &lt;/strong&gt;Poderia já ter terminado há tempos se não fosse 1) a minha preguiça; 2) o excesso de descrições desnecessárias do livro. A história não é fraca mas o embate intelectual de dois professores de arte está longe de prender o leitor. Pior são as descrições de tudo. Uma clara tentativa da autora de provar sua própria intelectualidade, cultura e poder em dominar as palavras. Na minha opinião, ela erra ao abusar (e põe abuso nisso) das metáforas. Se diminuísse as comparações desnecessárias, o livro conseguiria facilmente ter metade de suas páginas (e ganharia o dobro da atenção do leitor). Dá vontade de editar o livro e, com essa vontade, você acaba se irritando a cada nova descrição como "os galhos nodosos de árvores centenárias, os telhados enrugados dos galpões, o brilho âmbar ostentoso das lâmpadas de halogênio". Agh! Estou louca para chegar na página 442 (porque, como princípio, não largo livro nenhum pela metade). Mas, como sempre, aprendi mais uma lição da literatura: como é belo ser simples. Não há nada como as palavras que falam por si sem precisar de muletas para suportar seus pesos. &lt;strong&gt;(Daniela Diniz)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-18883966983932904?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/18883966983932904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/beleza-do-simples.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/18883966983932904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/18883966983932904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/beleza-do-simples.html' title='A beleza do simples'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-3604950172083058009</id><published>2009-07-02T12:10:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T14:33:12.340-07:00</updated><title type='text'>Meu encontro com Mia</title><content type='html'>Há uma semana deixei a redação mais cedo: pouco antes das 19h. O objetivo era chegar à Livraria Cultura e pegar o autógrafo do Mia Couto. Cheguei atrasada para o bate papo dele mas a tempo de enfrentar a fila de mais de uma hora para ter sua assinatura na página inicial do ali lançado &lt;strong&gt;Antes de Nascer o Mundo (Cia. das Letras)&lt;/strong&gt;. Estive em frente ao mito. Mia para mim é mito. Desde que o descobri recentemente nos seus fios de missangas (com os dois SS do português de Moçambique). Mito porque me lembra Guimarães e consegue como poucos, pouquíssimos a traduzir tudo em português perfeito. De camisa azul e pulôver, ele distribuiu autógrafos, sorrisos e posou para fotos. Quando chegou minha vez, não consegui dizer muito. Não consegui dizer nada, além de um obrigada quando ele sorriu, ao me entregar o livro já autografado. Já era demais. Estive em frente àquele que um dia pode vir a ser um Nobel (mais um de nossa língua). Estive em frente ao Mito, a Mia, àquele que, depois de tantos autores, livros e anos, me fez sentir novamente a sensação de que é possível sentir tudo por meio da linguagem escrita. Saí de lá feliz com meu pequeno troféu. Ainda que ele tenha escrito apenas meu nome, um beijo e assinado algo quase ilegível. Mas foi ele. É ele. Para sempre &lt;strong&gt;(Daniela Diniz)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-3604950172083058009?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/3604950172083058009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/meu-encontro-com-mia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3604950172083058009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/3604950172083058009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/meu-encontro-com-mia.html' title='Meu encontro com Mia'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5217554707382354309.post-7155207257422748726</id><published>2009-07-01T15:47:00.001-07:00</published><updated>2009-07-08T14:33:34.542-07:00</updated><title type='text'>A origem das palavras (e do blog)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/Sk0ROBB_92I/AAAAAAAAAAU/awgnWzUCzIg/s1600-h/clarice2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353954464506050402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/Sk0ROBB_92I/AAAAAAAAAAU/awgnWzUCzIg/s320/clarice2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Durante uma rara entrevista concedida ao jornal O Globo, pouco antes de falecer, Clarice Lispector respondeu ao jornalista José Castello o que a levava escrever. A resposta foi simples e profunda. “Vou lhe responder com outra pergunta: - Por que você bebe água?”. Castello responde “Por que bebo água? Porque tenho sede.” E é aí Clarice completa: “Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva.” Arrisco dizer que essa é origem das palavras (das melhores palavras, ao menos). Elas surgem da necessidade de traduzir fatos, sentimentos, imaginação em algo concreto. Nascem da sede de criar. Eu e a Leda, jornalistas que vivem da palavra escrita, vivemos sedentas. Ela foi parar no jornalismo diário; eu, no jornalismo de revista. Embora adoremos as palavras que imprimimos, que editamos ou que pautamos, temos sede de outras palavras. Durante muitos anos, deixamos nossos textos em gavetas, em agendas, em pastas de plástico que se transformaram em pastas particulares de computador. Durante poucos anos, decidimos trocar nossos textos, apenas entre nós. E agora nos sucumbimos ao mundo da Internet e iremos mostrar a outros olhos um pouco das nossas palavras. O blog prentende não apenas trazer nossos textos, mas também falar dos textos dos outros, dos livros que lemos e do incrível e ilimitado mundo da literatura. Que assim seja e que você possa encarar cada post como um instante literário do seu dia. &lt;strong&gt;(Daniela Diniz)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5217554707382354309-7155207257422748726?l=instantesliterarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/feeds/7155207257422748726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/blog-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7155207257422748726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5217554707382354309/posts/default/7155207257422748726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://instantesliterarios.blogspot.com/2009/07/blog-post.html' title='A origem das palavras (e do blog)'/><author><name>Leda Balbino e Daniela Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09866482720735204865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/S8d80HoBi1I/AAAAAAAAAEo/b-ScDSej7OU/S220/festa_leda.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcvY4NwnfU4/Sk0ROBB_92I/AAAAAAAAAAU/awgnWzUCzIg/s72-c/clarice2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
